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Pesqueiro Córrego das Antas – As carretilhas PENN e as grandes Pirararas do Córrego

Local: Pesqueiro Córrego das Antas – Glicério – SP
Data: Setembro de 2011

Primeira visita da equipe Penn-Raíba no Córrego das Antas.

Olá pescadores, leitores e amigos em geral, é com muito prazer que nós do Penn-Raíba Carretilhas (Felipe, e o Daniel) estamos aqui novamente com mais uma reportagem, e mais uma vez visando principalmente nossas tão amadas Pirararas!

Penn-Raíba Carretilhas
http://www.pennraibacarretilhas.blogspot.com/

Dessa vez o local escolhido foi o afamado Córrego das Antas, local muito bonito e bem estruturado, contando com diversos lagos, e dentre eles um de excelentes proporções para a prática da pesca esportiva de peixes de grande porte, tornando necessário ao pescador a utilização de varas de maior comprimento para arremessos mais distantes, além de carretilhas ou molinetes com boa quantidade de linha (150 a 250m).

Saímos de Rio Claro, cidade onde moramos, (próxima à Piracicaba) na terça-feira 27/09 por volta das 12h00, e após cerca de 3:40 estávamos chegando ao Córrego após rodarmos exatos 390km em estradas excelentes quase até a porta do pesqueiro; o único ponto negativo (afora a distância, claro) foi o altíssimo número de pedágios que encontramos, 9 na ida mais 9 na volta! Um absurdo realmente! Ficamos meio indignados, mas disso o pesqueiro não tem culpa alguma.

Nessa pescaria fomos acompanhados por nosso grande amigo e parceiro de pesca Murilo, companheiro que já pesca conosco há alguns anos, principalmente em nossas incursões ao Castelinho, que é bem próximo de nossa cidade. No pesqueiro outro grupo de amigos nossos rioclarenses já estava pescando desde o dia anterior, Jabá, Claudinho (ou Carcaça), Fábio (que ficou conhecido no local por “Mané”, carinhosamente, rsrsrs) e Paulão (proprietário do Pesqueiro Santantônio, no qual já fizemos uma excelente matéria recheada de peixes).

Como se tratava de nossa primeira visita ao local tratamos de conversar com o maior número de frequentadores possível, bem como com o Sr. Natio (dono) e com o Sr. Natalino (funcionário há 19 anos), para assim reunirmos o máximo de informações que fosse possível antes de escolhermos um local para nos instalarmos e assim montarmos acampamento e iniciarmos nossa empreitada.

Já havíamos recolhido muitas dicas e informações preciosas do amigo Márcio aqui do Fishingtur e de outros pescadores experientes no local, e após feitas as comandas pegamos mais algumas iscas com o Natio para o começo da pesca e fomos para o lado oposto do lago armar a tralha toda, já visando um local bom para pesca noturna de pirararas, já que à essa altura eram quase 18h00 e assim nesse dia não conseguiríamos de forma alguma pescar antes das 20h00.

Daí então começamos a montar o “arsenal” a ser utilizado. Abaixo os conjuntos que minuciosamente escolhemos e preparamos para essa pescaria:

MATERIAL UTILIZADO

Equipamentos

Arsenal de Pesca

P/ Pirararas
- Vara Araty White Hawk 1,80m com carretilha PENN 225LD – 200m de linha 0,74mm e 250m de linha 0,66mm, linha Lasso (dois conjuntos)

- Vara Tracker 1,80m para 80lbs com carretilha PENN 25GLS – linha 0,71mm Lasso

-Vara Triforce 2,02m para 120lbs com carretilha PENN Special Senator 113H 4/0 – 200m de linha 0,85mm Araty Ocean

- Vara Max Fish  1,80m para 60lbs com carretilha PENN 180 – 200m de linha 0,60mm Platinum

- Vara Yamato de 1,80m para 80lbs com carretilha PENN 66 Long Beach – 200m de linha 0,80mm Ekilon Gold

- Vara Araty White Hawk com carretilha PENN Senator 111 2/0 – 200m de linha 0,66mm Lasso

 

P/ Redondos
- Vara Albatroz Caranha de 3,02m para 60lbs com carretilha PENN Squidder 140P – 200m de linha 0,52mm Lasso

- Vara Albatroz Caranha de 3,03m para 60lbs com carretilha PENN Jigmaster 501 – 200m de linha 0,52mm Lasso

- Vara Maruri 2,10m com carretilha PENN 10 Mag Tuned – 200m de linha 0,50mm Onix.

Abaixo, alguns conjuntos que foram utilizados:

Penn 180 Baymaster
Penn 25GLS
Penn Senator 113H 4/0
Penn 66 Longbeach

Carretilhas

Carretilhas

Antes de começar a dissertar sobre a pescaria propriamente dita achei interessante falar um pouco do local e da estrutura de pesca existente. Logo ao chegar a impressão é muito boa pois o estacionamento é amplo e bem arborizado, bem localizado e muito bonito.

Estacionamento

Estacionamento

Logo acima do estacionamento fica o lago de tilápias, que aliás é bem grande por ser um lago apenas para esse peixe de pequeno porte.

LAGO

Lago de Tilápias

Assim que se entra já se está na recepção/restaurante que foi arrendado pela Fátima e por sua filha Tamires, duas pessoas excepcionais que nos atenderam de maneira muito agradável por todos os dias, assim como a todos os frequentadores (Também são responsáveis pelos chalés). E estar em um local que se é bem tratado faz uma grande diferença. Além disso, o restaurante é bem organizado e agradável, além de limpo. Ao se pegar bebidas pra levar pro lago elas fornecem isopores com gelo para conservar, e gratuitamente (paga-se apenas se causar danos ao que foi emprestado), algo que nunca tínhamos visto por aí e achamos muito bom!

Ao lado já se tem dois banheiros bem cuidados e pouco mais ao lado a peixaria, que é onde se pega iscas e se manda peixes para limpeza e conservação, caso queira levar algum exemplar pra degustar em casa. E do outro lado já estão os muito bem cuidados chalés, os quais não ficamos mas foram aprovados por nossos amigos que ali ficaram nessa mesma semana.

Córrego

Em volta do lago a estrutura é bastante eficiente e interessante, pois ela é diferente para cada ponto; na margem próxima ao restaurante existem quiosques espaçados, com alguns bancos às margens, e até mesmo alguns pequenos chalés com cama, excelentes para pesca noturna com conforto! Na extrema direita dessa mesma margem há uma ilha verdadeira há uns 10m da margem, e para chegar lá existe uma passarela de madeira e metal. Algo muito interessante e que nunca tínhamos visto por aí…

Na margem do aterro não há quiosques mas existem bancos de concreto, com 3 suportes de vara e/ou guarda-sol cada, em média a cada 5m. 

E na margem oposta há quiosques mais amplos e espaçados, com iluminação individual e tomada em cada um! Essa margem tem duas plataformas naturais, e ainda existem alguns suportes fincados beeeem firmemente no chão ao longo de toda essa margem, muito legal mesmo.

Além disso, existem 2 barcos que são disponibilizados para os frequentadores fazerem cevas, levarem iscas pra pontos distantes e retirar peixes (um está furado na proa, mas ainda assim utilizável). Churrasqueiras existem no lago todo, tanto fixas de concreto quanto portáteis de metal.

Margem

Margem em frente ao restaurante

Chalé

Chalé a beira do lago

Ilha

Ilha a direita do restaurante

Ponte

Ponte até a ilha

Fundo do lago

Fundo do Lago

Margem

Margem do Aterro - Excelente para Pirararas

Suportes

Suportes presos aos bancos

Margem oposta

Margem oposta o restaurante

Quiosque

Quiosque

Barco

Barco para cevar e tirar peixes

 

A PESCARIA

Escolhemos para iniciar a pescaria o canto extremo da margem oposta ao restaurante, e começamos a arremessar nossas linhas variando bastante as iscas, montagens das varas e distâncias de arremesso, pra daí então começarmos a definir o que o peixe estava buscando.

Como iscas nós levamos pedaços de curimba e piramboia podres, miúdos de frango, salsicha, pintinhos mortos e tilápias pegas no local (vivas e em pedaços).

Utilizamos principalmente a nossa montagem tradicional, com pequeno chumbo redondo solto na linha atada a um pequeno empate de linha mono 0,90mm (cerca de 30cm) com anzol Mustad 92553 9/0, e jogando em distâncias de 2m até 15m da margem.

Em outros dois conjuntos fizemos a montagem com boias e chicotes de 80cm em um deles e 1,5m no outro. Variamos os arremessos de 5m da margem até cerca de 20.

As notícias que tivemos de todos assim que chegamos ao pesqueiro não foram nada animadoras; informaram-nos que há mais de mês que as pirararas estavam bem paradonas, e que encontrá-las estava bem difícil, o que acabamos confirmando pois nessa primeira noite não tivemos sequer uma ação, e desde o momento em que chegamos até a quarta-feira ás 12h00 apenas uma pequena pirarara havia dado as caras no lago todo, e ainda assim bem longe de onde estávamos. Variamos bastante as iscas, distâncias de arremesso, e até mesmo os pontos de pesca, mas nada de ação.

Essa noite nós nem armamos barracas, dormimos na margem ao lado das varas mesmo, tamanha a vontade de fisgar uma bela Arara do Córrego, e mesmo ver que nenhuma das iscas havia sido sequer tocada durante a noite, não desanimamos e começamos mais um dia.

Durante a manhã resolvemos utilizar de uma técnica que usamos muito no Castelinho no inverno ou durante dias de sol forte, que é  iscar uma isca viva grande e soltá-la com bóia e chicote de cerca de 1m no meio do lago, assim ela fica fazendo uma intensa movimentação na superfície, atiçando aqueles peixes “tomando sol” a atacar.  E até que funcionou! Em pouco tempo escutamos pela primeira vez na viagem o alarme de nossas Penn gritando, porém um garoto que estava perto de nós correu até nossa vara e, mesmo debaixo de gritos bem altos, tentou fisgar o peixe, e em vão; a carretilha estava destravado e apenas no alarme como sempre deixamos, e o garoto sem saber do funcionamento além de não fisgar o peixe quase provocou uma bela cabeleira em nosso equipamento…

Passado o nervoso levamos as tilápias pro meio de novo e em pouco tempo algo já estava “beliscando”, achamos estranho pois as pirararas nunca fazem isso, mas deixamos acontecer. Após algumas afundadas tímidas nas bóias, e algumas iscas perdidas, o Daniel acaba fisgando o responsável por deixar nossas tilápias dilaceradas e nos atrapalhar na busca das gigantes, um pequeno Tambacú que veio pra iniciar nossa pescaria.

Estava eu agora junto dos amigos na outra margem do lago, chamando-os para irmos à cidade buscar carne pro churrasco, quando fico sabendo que o nosso amigo Jabá estava com uma pirarara engatada no equipamento de redondos há mais de meia hora, e quando olho pro lago lá estava ele já dentro do barco atrás dela com o Paulão tentando controlar com o remo, mas quem guiava mesmo era a pirarara, rsrsrs…

Depois de mais quase 30min de guerra, eles conseguiram tirar ela do meio dos matos do fundo do lago (surpreendentemente com linha 0,45mm) e colocar ela dentro do barco. Era um belo peixe que já devia estar próximo de seus 40kg. Uma bela estória pro menino Jabá contar, hehe. Aí as fotos da bela Arara fisgada no meio do lago com uma cabecinha de pintinho de isca…

Pirarara

Pirarara - Felipe e o amigo Jabá

Voltamos da cidade, assamos nosso churrasco, mas nada de pirararas em nossas linhas. A essa altura já havíamos tentado tudo que fosse possível imaginar, e nem sequer uma ação delas… Continuamos variando, insistindo, até que nossa 25GLS cuja isca havíamos soltado há mais de 100m, lá no fundo do lago, finalmente dá sinal de vida! Saio correndo e a fisgada é certeira! Como estava muito longe dei várias confirmadas e fechei bem a fricção, pois com tanta linha na água a elasticidade dificulta a fisgada e o tracionamento do peixe, que aliás já estava tentando desesperadamente ir mais pro fundo em direção aos tronco caídos no lago. Coloquei a alavanca de fricção na posição FULL (máximo), entrei na água pra melhorar o ângulo, e fiquei no cabo de guerra por alguns segundos. Por sorte apesar de bem brava era uma das pequenas, e rapidamente ela desistiu dos enroscos e foi brigar limpo, o que me permitiu liberar a fricção e brigar tranquilo com ela, que depois de alguns minutos saiu para a foto.

Acreditamos que essa pirarara seja um lindo macho, pela conformidade física (magro, esguio, cores mais fortes e ferrão serrilhado, pequeno porte (os machos não passam dos 30kg, enquanto as fêmeas alcançam quase 100kg) e pela força desproporcional. Aí estão as fotos do “pequeno e brabo”.

Pirarara

Pirarara

Daí então imaginamos que tínhamos achado o “pote de ouro”, mas até quinta (o dia seguinte) de manhã não tivemos mais nenhuma ação, e acordamos até um pouco desanimados pra ser sincero.

Como só teríamos mais esse dia e uma noite de pesca pensamos “hoje ou vai ou racha!”, e assim, aproveitando que o pesqueiro havia esvaziado um pouco (estava lotado terça e quarta), nos dividimos e fomos cada um pescar num ponto diferente do lago para tentarmos achar os peixes. Resolvi então, ainda bem cedo, iscar uma traíra que um menino havia fisgado e ia soltar, sem ter ideia de que ela é um dos alimentos preferidos das pirararas em lagos. Cortei ela em 3 partes, isquei em dois conjuntos e levei até o fundo do lago com o barco. Eu mal havia retornado quando a carretilha 25GLS começa a cantar, e com linha saindo bem rápido! Travei e fisguei com força, e confirmei algumas vezes. Mais uma vez vi o peixe indo pros troncos, e dá-lhe fricção no talo e eu dentro d’água de novo… Essa não parecia de jeito nenhum ser pequena, tanto que não consegui dar uma volta na manivela; mantive a fricção no máximo e fui andando para trás, com água quase até o peito e lodo até o joelho. (mas se querem saber eu só notei isso após a briga com o peixe…) Peixe grande requer esforço e sacrifício! Consegui chegar até um local mais confortável pra brigar com ela, que a essa altura já estava no meio do lago e cheia de fôlego, quando chega o Murilo correndo pra continuar a briga com o peixe (mais a frente explico nosso modo de pescar) e sem perguntar muito já correu pra água também.

Nessa hora ela, após passar 2m ao meu lado, resolve “botar a linha nas costas” e correr em disparada em direção ao meio do lago, e com linha 0,74mm e fricção bem apertada ela levou mais de 50m em segundos, parecia um submarino!

Mais alguns minutos, algumas tentativas em vão de entrar no capim, e a bela pirarara cai nos braços dos pescadores, começando a seção de fotos (e de gritos de alegria, claro!). Aí as belas imagens dela.

Pirarara

Pirarara

Sobre nosso modo de pescar que citei anteriormente, pescamos de um jeito que não dá muita margem à quem pegou o peixe. O peixe é sempre do grupo, da equipe Penn-Raíba nesse caso. A gente armou 11 conjuntos, em 3 pescadores, e aí a cada puxada é a vez de um dar a fisgada e trabalhar o peixe… Assim não tem chance de voltar alguém sapateiro e alguém que pegou 15 peixes… Até porque peixe grande mesmo ninguém tira sem ajuda, não é verdade?

Essa pirarara havia batido na cabeça da traíra (sempre a melhor parte), aí levei a parte do rabo para o mesmo ponto, e mais uma vez não levou mais de 15min pra 25GLS cantar bonito! Mais uma vez fisguei firme, três quatro vezes, e gritei pro Daniel correr que agora era vez dele trabalhar o peixe. Em poucos segundos o cara já estava ali do meu lado, veio mais rápido que o The Flash, hehehe… Essa pirarara não tentou chegar na árvore caída, pelo contrário, correu pro limpo, então eu ainda estava no seco quando o Daniel pegou o conjunto e começou a brigar com ela. O peixe até não parecia querer correr muito, apesar de ser bem pesado; não ia pra longe, mas também não queria vir pra perto, até que desembestou a tomar linha tentando entrar nos capins à nossa esquerda. O Daniel já pulou na água instantaneamente pra conseguir um melhor ângulo pra quebrar o movimento dela e assim dificultar que ela fosse tão facilmente pros enroscos. Ela até conseguiu entrar algumas vezes, mas rapidamente ele a puxava de volta, de modo que nenhuma vez o peixe conseguiu enroscar e em pouco tempo ela já estava ali do nosso lado, pronta para posar para nossa lente!

Reparem nas fotos a largura do lombo dessa pirarara! Nunca havíamos visto nesses 10 anos de pesca de pirararas um exemplar tão largo proporcionalmente ao comprimento! Parecia até um “cupim” o que ela tinha nas costas, até meio deformada; bem exótica mesmo, e muito bonita ainda assim.

Pirarara

Pirarara

Daí então achávamos que havíamos descoberto a isca e o local de pesca. Eu e o Daniel preparamos dois varejões de bambú com linha 0,70 e anzol médio iscado com pedaço de lambarís e fomos bater umas traíras no meio dos matos no fundo do lago. Conseguimos fisgar 9 exemplares em pouco tempo de pesca, o suficiente para continuarmos pescando até o dia seguinte.

Traíra

Traíra pescada para isca

Mais uma vez levamos algumas iscas para o mesmo ponto, uma viva e uma cabeça, e dessa vez foi o Daniel quem ficou ali aguardando a puxada.

No aterro, onde o Murilo já havia se instalado, também resolvemos iscar algumas varas com pedaços de traíra nas margens, e uma viva nós levamos para o centro do lago com boia.

Por incrível que pareça, no ponto onde havíamos fisgado as 3 pirararas anteriores não houve mais nenhuma ação! Vai entender esses peixes… Já no aterro, não levou nem 1 hora e a boia já havia afundado, e a nossa pequena 180 já estava cantando quando o Murilo correu e fisgou com força, mas em vão.

Recolhemos e a Traíra estava completamente sem escamas e com várias marcas de mordidas; um grande redondo a havia atacado, e não uma pirarara como esperávamos. Colocamos outra traíra viva e levamos no meio do lago de novo.

Essa cena se repetiu mais 4 vezes, e mais 4 fisgadas erradas, nos fazendo desistir dessa modalidade de pesca com boia, e assim armamos todas de fundo, com distâncias entre 2,00m e 20m. E em pouco tempo o resultado começa a aparecer, uma corrida lenta e constante na 225LD, típica de boas pirararas; o Murilo prontamente pegou o conjunto, travou a carretilha, tirou o alarme, e tome ferrada! E tome corrida! O peixe saiu doido correndo pro meio, o que nos deixou tranquilos pois o lago é relativamente, com pouco enrosco no meio, e com mais de 200m de linha no carretel a briga ficou tranquila. Quando estava chegando perto ela resolveu tentar entrar nos paus do canto esquerdo da margem, mas como já estava meio cansado foi só colocar a fricção no full e ela nem teve chance de chegar onde queria. Aí as fotos da primeira pirarara do aterro, a quarta da pescaria.

Pirarara

Pirarara

Essa altura o sol já estava abaixando, e o Daniel vendo que as ações estavam aumentando no aterro recolheu os conjuntos que estava cuidando e veio se unir ao resto do time. Essa altura já era quase 5 da tarde, e resolvi então pegar o conjunto de redondos com vara de 3,02m e a Squidder 140 com carretel de plástico, excepcional para longos arremessos, para tentar fisgar um dos famosos redondos do Córrego. Sem ao menos um animal desses a matéria não ficaria completa, então me juntei aos nossos amigos Rio-clarenses e aos amigos Kleber, Edgard e Fernando (que estavam ali gravando uma matéria), já que eles passavam o dia todo cevando e pescando esses peixes, e com bastante sucesso. Peguei umas dicas rápidas e comecei os arremessos junto com o pessoal todo. A cada cevada quase 10 boias caiam no meio do fuzuê, ficando difícil saber até de quem era a linha quando uma delas afundava, mas mesmo assim pouquíssimas vezes as linhas enroscavam, e não houve nenhuma confusão entre os pescadores! Todo o pessoal que ali estava era muito bem humorado e de muito boa índole, só risadas, e todos se ajudando na pesca; bem legal o clima dali mesmo!

Alguns arremessos depois todos já haviam tido ação, mas nada da minha boia afundar. Reparei que todos estavam com chicotes uns 4cm mais curtos que o meu, algo quase imperceptível, mas foi só diminuir essa distância que no primeiro arremesso eu já estava engatado com um dos gigantes tambas do Córrego na ponta da linha! Uma briga muito gostosa, de corridas laterais bem rápidas, e entre elas o danado ficava parado de lado na água, dificultando meu tracionamento e assim ele aproveitava pra descansar, como sempre fazem os grandes redondos. Mas logo eu já estava abraçado com o belo tambacú de exatos 24kg.

Tambacu

Tambacu

Depois desse peixe já era noite, e então voltei para o aterro para continuar a busca pelas nossas pirararas tão amadas.

Quando estava chegando já vejo o Daniel tirando mais uma linda e pequenina pirarara. Essa quase não deu trabalho, já que além de pequena ela deu azar de bater no conjunto mais pesado que temos, o mesmo que pescamos as gigantes do Castelinho e também no Araguaia, aí ela não teve chance alguma, e rapidinho saiu pra foto.

Pirarara

Pirarara

Depois desse peixe nos convencemos que havíamos achado além da isca também o ponto de pesca, que na verdade era o ponto que pretendíamos ficar desde antes de sair de casa, mas devido ao grande número de frequentadores essa semana, só pudemos mudar para lá no último dia…

Espalhamos 8 conjuntos pela margem do aterro, 2 com boias e o restante de fundo, todos com as iscas na média de 4m do barranco, a distância que havíamos tido as duas últimas ações, já que estávamos apostando alto que essa era a receita. E em pouco tempo o Daniel fisga mais um peixe no mesmo conjunto extra-pesado, porém dessa vez o negócio não ficou nada fácil; a danada tentou chegar nos paus à nossa esquerda, e então o pescador se viu obrigado a fechar ao máximo a fricção para tentar para a corrida dela. Mas o peixe não mudou de ideia, e “arrancou” mais de 20m de linha da Senator 113H fechada quase no talo, e sem exagero quase puxou o Daniel pra água, rsrsrsrs… Ele teve de ajoelhar para manter a vara erguida sem perder o equilíbrio, mas depois dessa corrida o peixe, que surpreendentemente não era grande, acabou por se entregar.

Pirarara

Pirarara

Mais quase 2 horas se passam, e quando achávamos que as araras tinham parado, o alarme de uma de nossas Penns dispara, e o Murilo que estava mais próximo corre pra dar a fisgada, e mais uma bela pirarara pra conta!

Pirarara

Pirarara

Eu já estava ficando meio chateado pois todas as pirararas estavam batendo quando eu estava longe das varas, quando nosso conjunto mais leve, com uma pequena Penn 180, toca o alarme! E dessa vez eu estava a menos de 10m da vara, e sem demora a fisgada é firme, e o peixe desembesta pro meio do lago. Começa uma das brigas mais esportivas dessa pescaria, com o peixe tomando muita linha em direção ao meio, e eu ali só administrando. Como tínhamos muita linha em cada carretilha, não me preocupei e deixei o bicho correr livremente, e depois de cerca de 10m mais uma pirarara encosta no barranco.

Pirarara

Pirarara

Já estávamos exaustos quando mais um alarme nos chama a atenção, dessa vez na pequena mas robusta Senator 2/0. O Daniel correu e soltou o braço mais uma vez, e dessa vez uma briga um pouco mais séria; a pirarara pegou na extrema direita da margem que estávamos, e foi indo pra esquerda quase enroscando em todas as outras varas, e isso com a fricção travada ao máximo que a linha (0.66mm) suportaria! Deu bastante trabalho até que o Daniel conseguiu convencê-la a mudar de direção, e também a aparecer para os nossos amigos.

Pirarara

Pirarara

Depois de soltarmos esse belo peixe devia ser em torno de 3h45, e o Murilo que já estava dormindo em pé resolveu ir pra barraca descansar, afinal as 7h00 teríamos de acordar para levantar acampamento, infelizmente. Mais cerca de 30min e foi minha vez de ir descansar, até porque eu que voltaria dirigindo os 390km de volta, e com direção não se brinca.

O Daniel, ainda mais fominha que o resto do grupo, resolveu botar o colchão de ar ali na margem e dormir ao lado das varas esperando pelas pirararas. E não é que esse ato de fanatismo e vontade rendeu frutos! Ele ainda fisgou, retirou, bateu fotos e soltou mais uma bela pirarara. Reparem nas fotos que se trata de um exemplar cego de um olho, provavelmente devido á um anzol com farpa que ali entrou e pra sair teve de rasgar o olho da coitada; mas apesar disso estava saudável e bem gordinha como é possível notar.

Pirarara

Pirarara

Essa foi a última pirarara da pescaria, e detalhe que todas foram fisgadas no fundo,; apesar de termos recebido diversas indicações de pescarmos com boias, as duas varas armadas assim nem foram tocadas a noite toda… Pesca é assim, tem de testar de tudo, pois o peixe pode estar agindo de modo bem fora do padrão comportamental observado normalmente em cada local.

Assim encerramos nossa primeira e muito satisfatória visita ao Córrego das Antas. Gostaríamos de salientar que os equipamentos que utilizamos para as pirararas nessa empreitada foram baseados em nossa experiência no Castelinho e Araguaia, locais que têm quantidade absurda de enroscos e estruturas sob e sobre o lago, tornando obrigatória a utilização de equipamento bem pesado e linhas de largo diâmetro. No Córrego existem enroscos em muito menor número, e em geral em locais de difícil acesso, o que torna possível a pesca com equipamentos e linha bem mais leves. Acreditamos que linhas entre 0,55m e 0,70mm seriam o ideal para uma boa esportividade, desde que se utilize ao menos 200m devido ao tamanho do lago, e carretilhas com bom freio e poder de tração, como as Penns 25GLS, Senator 2/0, Long Beach 65, e até a pequena 180, na qual tive o prazer de travar uma bela briga com uma pirarara e com muito conforto. Varas que suportem entre 45lbs e 70lbs também são mais que suficientes, de preferência de 1,80m até 2,40m.

Também notamos algo que achamos terrível, e que a cada dia se torna mais comum em pesqueiros, o uso de anzóis com farpas! Vimos diversas vezes “pescadores” utilizando tal artifício, e quando falávamos para amassar parecíamos os vilões, e ainda ouvíamos “se eu tirar a farpa eu perco o peixe!”… Queremos deixar bem claro que não utilizamos farpa nem mesmo em iscas artificiais, e ainda assim dificilmente perdemos peixes após bem fisgados. Nessa pescaria, por exemplo, fisgamos 10 pirararas e 2 redondos, e TODOS esses peixes saíram da água, mesmo com anzol sem farpa. Basta ter equipamento apropriado e não afrouxar a linha que os peixes não escapam fácil.

Queremos mais uma vez agradecer ao amigo Márcio aqui do Fishingtur que sempre nos cede espaço para publicarmos nossas matérias, além de nos ajudar no que for possível; ao próprio site Fishingtur, o qual é um excelente veículo de informação de pesca, além de um “ponto de encontro” de muitos pescadores de São Paulo e outros pontos do Brasil. Também ao Sr. Natio, proprietário do pesqueiro, ao Sr. Natalino, funcionário muito simpático e atencioso, e ao pessoal do restaurante e Chalés, principalmente à Fátima e à Tamires, que nos trataram muitíssimo bem durante nossa estada no Córrego das Antas.

Até a próxima amigos! E encerramos com algumas fotos de nossos amigos que lá estavam: Jabá, Claudinho, Fabio, Paulão e a Arara Zuka.

Córrego

Córrego das Antas

 

Abraços

Felipe e Daniel

AGRADECIMENTOS

Pesqueiro Córrego das Antas
www.pesqueirocorregodasantas.com.br

Penn-Raíba Carretilhas
http://www.pennraibacarretilhas.blogspot.com/

Bóias Barão
www.boiasbarao.com.br

Net Pesca
www.netpesca.com.br

Império da Pesca
www.imperiodapesca.com.br

Massas Paturi
www.massaspaturi.com.br
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20 Comentários

  1. carlos pescador reys da cevadeira em outubro 18th, 2011

    NOSSA MUITO BOM MESMO O LUGAR É FANTASTICO , BOA PESCARIA BELOS PEIXES PARABENS

  2. BRUNO PERES em outubro 19th, 2011

    CARA QUE BELA MATERIA DE PIRARARAS !!!
    REALMENTE EU FUI ESSES DIAS LAH NO CORREGO E NÃO SAIA PIRARARA DE JEITO NENHUM !!
    MAIS PARABENS PELA PERSAVERANÇA , E O RESULTAADO
    ABRAÇOOS
    BRUNO PERES

  3. Ricardo em outubro 19th, 2011

    Pescaria muito bem relatada. E realmente, até descobrir o que as piras estão comendo e onde estão pegando, demora! Mas valeu pela insistência, lindos peixes!

  4. Felipe Naous em outubro 19th, 2011

    Muito obrigado pelas palavras amigos!
    Foi mesmo uma “epopéia” achar as pirararas, e também onde e o quê queriam comer, mas a recompensa veio farta! E o Córrego é um local diferenciado mesmo, vale e muito a pena ir conhecer!
    Abraços a todos!

  5. richard em outubro 19th, 2011

    olá amigos, parabéns pela matéria
    no mês de novembro vou passar quatro dias no castelinho, vcs sabem em qual posição do lago as pirararas estão mais ativas? e que iscas são mais adequadas?
    iscas podres como coração e figado são adequadas?
    se puderem respondam, mas de antemão parabéns pelo trabalho

  6. Felipe Naous em outubro 20th, 2011

    Olá Richard, muito obrigado pelos elogios!!
    Há tempos não vamos ao Castelinho, apesar de morarmos perto o tempo tá escasso, e dessa forma não sei te dizer onde está melgor atualmente.
    De qualquer forma no link a seguir você irá encontrar todo o tipo de informação sobre a pesca de Pirararas no Castelinho e em geral, matéria que enviamos para o site ano passado: http://www.pescaeturismo.com.br/pescaria/pesqueiro-castelinho-conheca-os-misterios-da-pesca-das-grandes-pirararas/
    Espero ter ajudado, e boa sorte em suas pescarias!
    Abraço!!

  7. Silvio Fishingtur em outubro 20th, 2011

    Pescaria 10! Matéria 10! Pesqueiro Corrego 10! Local 10! Relato 10!

    São muitos 10′s para descrever essa pescaria que vocês fizeram.

    Parabéns Felipe e Daniel.

    Abraços,
    Silvio.

  8. Bruno Pirarara em outubro 20th, 2011

    Parabens Felipe e Daniel.

    bela materias de piras!!!!

    Excelente!!

    Abraços

  9. Rejane em outubro 21st, 2011

    Gente !!!! meu namorado fala muito do correto das antas, ele quer que eu va pescar com ele, pois os amigos não gostam de pescar.

    Então… lá vou eu conferir.

    Rejane e Felipe

  10. Serginho em outubro 21st, 2011

    Vcs são bons mensmo, conseguiram achar as piras.
    Parabéns, ótima matéria e cheia de dicas valiosas.
    Eai?
    Se apaixonaram pelo Córrego?
    Vale a pena?
    Abçs
    Serginho

  11. Saulo em outubro 24th, 2011

    boa tarde amigos , me informem se mudou os telefones la , pois como mudou a pessoa que cuida do bar e quartos la , nao estou conseguindo contato no antigo telefone !!!

    fico no aguardo

    abraço

  12. Cris Piracicaba em outubro 24th, 2011

    muuuuuuuuuuito loucoo!

  13. Daniel Martinez PENN-RAÍBA em outubro 26th, 2011

    Olá Pescadores,

    Agradecemos muito o reconhecimento e os elogios. Fazemos poucas pescarias durante o ano e quando vamos pescar é pra valer, gastamos até a última gota de energia para aproveitar ao máximo a oportunidade.

    O córrego é um lugar muito legal de se conhecer, além dos gigantes que habitam aquelas águas o atendimento é muito bom e a estrutura é de primeira. Vale a pena sim Serginho!

    Não sei o que está acontecendo com os telefones de lá Saulo, temos um cliente que também não está conseguindo falar com eles. Talvez o Márcio David possa ter algum número alternativo do Nathio, o proprietário, ajuda aí Marcio!!!!!rsrs.

    Abraços a todos e precisando de mais informações ou equipamentos, estamos à disposição para ajudar.

    Valeu!

  14. Felipe Naous em outubro 26th, 2011

    Muito obrigado pelos elogios amigos Silvio, Bruno, Rejane, Serginho, Saulo e Cris!
    O Córrego é mesmo um local diferenciado e que vale muito a pena acampar por uns dias. Com certeza nos apaixonamos por lá, e já entrou pros nossos locais favoritos pra pescar pirararas!!!
    quanto aos telefones, recomendo entrar em contato com o próprio Fishingtur, já que eles têm relação bem próxima e poderão informar com exatidão!
    Abraço a todos, e logo tem mais pesca de pirararas com o Penn-Raíba…. Boas pescarias!!!

  15. Gustavo Adelino em outubro 27th, 2011

    Maravilha de pescaria e matéria Felipe e Danial, parabéns meus amigos!!!! relato merecedor de publicação em Revista de Pesca… abs

  16. Elder James de Oliveira em novembro 14th, 2011

    belas fotos equipamento de primeira estou na busca de uma level wind 9M para usar mono 0,50 é possivel.

  17. Felipe Naous em novembro 15th, 2011

    Muito obrigado Capt. Gustavo Adelino, elogios vindos de alguém com tanto conhecimento e experiência na pesca esportiva sempre nos deixa lisonjeados!
    Obrigado também Elder, se quiser adquirir um Penn Peerless 9 ou Level Wind 9, ou ainda apenas informações sobre elas, basta acessar o site pennraibacarretilhas.blogspot.com ou entrar em contato conosco através do e-mail carretilhaspenn@gmail.com. Será um prazer atendê-lo.
    Abraços!
    Felipe – Penn-Raíba Carretilhas

  18. felipemarques em dezembro 19th, 2011

    para pescade pirarara em pesquero a vara deve ficar perto aerador perto do cano que entra agua no lago

    Daniel Martinez PENN-RAÍBA

  19. Rafael em dezembro 20th, 2011

    Boa tarde, Pessoal estou precisando de ajuda estou programando uma pescaria para janeiro no corrego mas não estou conseguindo contato no pesqueiro, estou com medo de andar 600 km e não conseguir pescar … se alguem puder me ajudar serei grato.

    Rafael

  20. Fernando Fishingtur em julho 14th, 2014

    Amigo rafael, entre em contato pelo facebook do pesqueiro que com certeza terá retorno !


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