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Pesqueiro Córrego das Antas – Nossos amigos Japas em busca dos grandes peixes do Córrego

Local: Pesqueiro Córrego das Antas – Glicério – SP

 

Olá, pescadores!
 

Vou compartilhar a pescaria que fizemos no Córrego das Antas na noite da sexta  no sábado(o dia inteiro). Foram apenas uma noite e um dia inteiro de pescaria… eu sei que foi loucura da nossa equipe, mas valeu cada segundo que estivemos por lá. O Córrego das antas era um pesqueiro que a nossa equipe já ‘namorava’ há tempos aqui pelo site, pelos relatos das gigantescas pirararas e briguentos tambaquis.

Agendamos a data com antecedência e parecia que o dia não chegava. Enfim, chega o final de semana tão esperado!!

Pedimos uma dispensa em nossos trabalhos e ‘queimamos’ o chão ao meio dia. Saímos da Capital de São Paulo e percorremos os 510km até a entrada do pesqueiro. Chegamos às 18:00hs. Fomos em quatro pessoas, eu (Daniel Chan), o meu irmão Kenny, o meu primo George e o meu cunhado Jonathan. Colhemos algumas informações e fomos direto pro lago! O pesqueiro estava cheio, mas conseguimos um lugar bem em frente ao restaurante. Iniciamos com a nossa pesca preferida, que é a cevadeira. Já sabíamos de antemão pelo site que os dois barcos do pesqueiro foram retirados, mas mesmo assim, fomos com a cara e a coragem.

Montamos as nossas varas Pampo e Lumis de 2,70m e 3,00m, carretilha perfil baixo, linha de multi 40lb, uns estavam com chicotinho curto (20cm) com anzol de robalo e coquinho, e outros com chicotinho curto (20cm) com anzol circle 5/0 e cabeça de pintinho.

Logo na primeira cevada, o Jonathan engata algo grande, mas nem deu tempo de recolher, o peixão pegou o coquinho com vontade e estourou tudo.

De repente, a vara do Jonathan, que estava com queijo gorgonzola e estava bem no meio do lago, começa a tremer e o pescador não perde a fisgada, logo vem um carpa.

 

Carpa

Carpa

Estava muito difícil a pesca com cevadeira. Mal a bóia cevadeira caía na água e as tilápias devoravam tudo. 1 a zero para as tilápias. Como estava difícil a pescaria e estava escurecendo, e ainda tínhamos nos esquecido dos stickers pra colocar nas bóias, optamos em pescar de fundo. Basicamente, todas as varas, tinham um pequeno chumbo de correr, um chicotinho bem curto e anzol circle hook 5/0 ou um anzol de haste longa 4/0. Nessa noite, pescamos com salsicha, queijo mussarela, queijo gorgonzola e massa.

Agora foi a minha vez, do George e do Kenny de garantir a carpinha na massa de fundo.

 

Carpas

Carpas

Em certo momento da noite, estava recolhendo a minha vara para renovar a isca e percebi que a minha linha tinha se enroscado com as quatro varas do meu lado. Puxa vida! Lá vai o pescador desenroscar a linha de multi no maior breu. Estava eu desenroscando naquela escuridão, e parecia que alguém estava puxando a minha linha. Puxou uma, puxou duas, e na terceira não agüentei, e soltei: ‘Pô, véio, pára de puxar a linha!’. Olhei pro lado e não tinha ninguém, ou seja, peixe na linha. Parei de tentar desenroscar as linhas, pq tinha muito enrosco e comecei a puxar a linha com a mão (parece história de pescador, né?!?!), e então surge mais uma carpa da água. Não tiramos fotos!

A essa altura da noite, estávamos tentando várias distâncias e iscas, mas nada mais saiu. Vimos que estava chegando uma tempestade daquelas e fomos dormir cansados por causa da viagem.

No sábado, acordamos 06:30hs. Soubemos que a tempestade tinha sido bem forte, deixando algumas barracas totalmente encharcadas e ilhadas (ainda bem que fomos dormir!) e que tinha saído 3 pirararas no canto direito do restaurante. Fomos direto pra lá, mas do lado oposto do restaurante. Começamos a arremessar as varas de fundo, variando a distância do arremesso, com as mesmas iscas do dia anterior e o pintinho inteiro. Tudo arrumado, partimos novamente para a cevadeira, uns com chicote curto de coquinho e outros com chicote de 2m com o anzol de robalo, dois E.V.A.s e um coquinho. Eram quatro pescadores cevando.

Cevamos o dia inteiro. Mas foi o dia inteiro mesmo. As tilápias não davam trégua. Dois a zero para elas. Na hora do almoço, saiu um tamba na vara de fundo com a isca do pesqueiro. Não brigou muito, mas deu uma animada na galera.

O Kenny coloca a mesma isca e joga bem no meio do lago. Aí ele diz que não iria tirar aquela vara por nada, só se viesse peixe. Dito e feito. No meio da tarde, enquanto estávamos cevando, o Kenny olha pro lado e vê a sua vara bebendo muita água. Ele larga a sua vara de cevadeira no chão e parte pra briga. O peixe dá uma arrancada inicial que toma uns 40m de linha. Indício de pirarara na linha.

Ele ainda não tinha brigado com um peixe desses e podia se perceber a tremedeira do pescador. Hehehe!! Como o peixe escolheu a vara mais fraquinha, ele teve que usar uma luva pra tentar freiar a danada. O peixe vai pra um lado. O peixe vai pro outro. Enrosca com umas varas nossas. Enrosca com as varas de um outro pescador. Eita peixe briguento! Foi duro pra cansá-lo, mas ele veio! 20kg de músculo. Hehehe!!

 

Pirarara

Pirarara - Jonathan

Conseguimos registrar a briga, aí vai o vídeo:

 


Pirarara

 

Nada mais de interessante aconteceu nessa tarde, e como não tínhamos almoçado e já estava escurecendo, resolvemos apreciar um bom churrasco e tomar uma ducha.

Comemos sem pressa, jogamos uma partida de bilhar e fomos pro lago às 22:00hs. Novamente o lugar escolhido foi a frente do restaurante, já que todos os locais bons para a pirarara já estavam ocupados.

Nessa noite, só deu o Kenny. As nossas varas estavam lado a lado e o peixe só escolhia as dele. Todos os tambas foram pegos na isca famosa do pesqueiro, e no fundo.

 

Tamba

Tambacu

De repente, enquanto eu estava registrando um tamba dele, o Jonathan percebe que a minha vara estava quase sendo arrancada do chão (também com a isca tradicional e no fundo)… ele, então, segura a vara e dá aquela confirmada, e me chama pra continuar a briga. Não conseguia fazer nada para brecá-la. Foi uma briga daquelas. Eu coloquei na fricção máxima, e tentei segurar no dedão, mas parecia que não era nada. O peixe continua a puxar tranqüilamente. Não conseguia enxergar nada, o pesqueiro estava todo escuro, e eu sabia que tinha uma estaca que segurava um dos aeradores bem na minha frente. Eu não queria de jeito nenhum que o peixe se enroscasse naquilo. Várias perguntas começavam a surgir na cabeça, será que o anzol vai agüentar? Será que a linha não vai estourar?

Demorou para o peixe pranchar, e quando veio, percebi que era uma ‘troncudona’. O Jonathan tentou pegá-la pelo passaguá, mas a cabeça não entrava, ainda bem que tinha um pescador experiente (acho que era o Rogério) e que nos ajudou a puxar pra cima. Quando eu vi o tamanho do peixe, o coração já começou a bater forte e as pernas bambearam! Hehehe!!! 33kg de puro músculo. Que sensação incrível! É muito bom!! Não consigo expressar com palavras o que eu senti.

 

Pirarara

Pirarara

Ainda pegamos alguns tambas. Tivemos algumas linhas estouradas. O sol já estava nascendo e o cansaço já tava batendo em nossos lombos. Dormimos um pouco. Almoçamos e voltamos pra São Paulo com muita vontade de retornar a esse ótimo pesqueiro.
 
O saldo para nós foi positivo, se contarmos que foi a nossa primeira vez e foi apenas uma pesca de um dia e meio. Até acharmos a isca matadora, a profundidade, demorou um poquinho… mas com certeza, da próxima vez, vamos pegar mais peixes.

 

Um abraço.

 

AGRADECIMENTOS

Pesqueiro Córrego das Antas
www.pesqueirocorregodasantas.com.br

Bóias Barão
www.boiasbarao.com.br

Massas Paturi
www.massaspaturi.com.br

Império da Pesca
www.imperiodapesca.com.br

Fishing Master
www.fishingmaster.com.br

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9 Comentários

  1. Silvio Fishingtur em maio 8th, 2012

    Quarteto fera demais!!! Parabéns Daniel Chan, Kenny,George e Jonathan, pescaria 10!! E a animação também Show…. vocês gravando e falando abre o “zóio” Japonês foi demais!! Dei muita risada por aqui…

    Daniel,a matéria também ficou 10!!!

    Valeu amigos por compartilhar conosco a aventura.

    Abraços,
    Silvio.

  2. José Levy em maio 8th, 2012

    É uma emoção fora do comum pegar um peixão desses, parabéns pescador.

  3. Alexandre em maio 8th, 2012

    É assim mesmo galera na minha primeira vez no córrego foi um dia inteiro e uma noite inteira mas não pegamos muito tem uma matéria nossa aqui no site já na segunda ida da minha equipe ficamos só um dia inteiro e pegamos mais de 30 tambas e 4 pescadores com gigantes na linha.
    Não desista de lá é muito bom.

  4. Ricardo em maio 8th, 2012

    E eu achava que era doido kkkkk!!! Tem que ficar pelo menos tres noites lá. Abraços!!!

  5. ricardo em maio 9th, 2012

    Pessoal,

    Já fui mais de 6 vezes no Corrego, nunca me hospedei lá, fico em um Rancho perto e normalmente pescava até 13:00hs. Até então tinha pego apenas poucos Pacus e Tambas (4 talvez). Fui a noite 3 vezes lá, na primeira vez uma Pirarara perdida, na segunda nem belisco, mas na terceira Eu e um amigo pegamos 4 Pirararas e perdermos mais 2.
    Elas valeram a pena a cada dia de frustração que passei lá. As minhas foram pegas com pequenas tilápias ou pintinhos inteiros com anzol circle hook 4/0, pegas após as 20:00 hs e arremessadas a aprox.10 metros da margem (oposta ao restaurante).
    Não desistam nunca, sempre chega a nossa hora !!!

  6. leandro japones em maio 9th, 2012

    Parabéns galera, no corrego tem que ter um barquinho pra sevar por que não tiver não pega os tamba grande !!!

    Tive esse final de semana lá pegamos varios tamba grande, que vai ser colocoado no site !!!
    em breve !!

    Parabéns !!

  7. Thiago K. em maio 9th, 2012

    Leandro, vi alguns relatos que não esta podendo levar barco, isso é verdade??

  8. Samir Jr. em maio 9th, 2012

    Belos exemplares galera, ótimas pirararas em um belo local de pesca, um lugar fantástico com varias surpresas.

    Parabéns a todos que participaram desta pescaria.

    Samir Jr.
    Equipe Móia Minhoca

  9. Fernando Fishingtur em julho 14th, 2014

    Thiago K. a tempos atras o barco estava sendo proibido, mais agora esta liberado novamente !


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