Saiba tudo sobre a pescaria dos peixes de couro


Dicas de Pesca: Peixes de Couro em Pesqueiros

Reportagem elaborada por Bruno Pirarara

Histórico:

Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de estar podendo expressar minhas opiniões através desta matéria, e se puder, ao menos, transmitir algum conhecimento ou ensinamento para algum colega pescador, já me darei por muito satisfeito e realizado. Acredito que minha história é igual a de muitos pescadores que se identificarão com a matéria abaixo.

Comecei com 10 anos, onde aprendi a pescar com meu pai em arrozais e açudes em JOINVILE-SC. Traíras, Mandis e Carás eram os peixes e o material, varas de bambu. As iscas eram minhocas e pedaços de peixe. Apaixonei-me por pescar Traíras, tanto na espera, como na busca por elas. Uma vez tive a oportunidade de pescar um Jundiá, Mandi grande, e ai nasceu à semente da busca de peixes grandes.

Um dia comprei de um ambulante um kit de molinete e umas iscas, a partir deste ponto, passei a freqüentar todos os pesqueiros, e utilizava o mapa pesqueiro, aquele que trazia o mapa da grande São Paulo, pontuando nas rodovias todos os principais pesqueiros e aos poucos investindo na tralha, ora comprando um molinete, ora melhorando a qualidade da linha e assim por diante.

Posso dizer sem erro que fui a mais de 80% dos pesqueiros, onde destaco o Maeda, Pesqueiro da Marlene, mais tarde tornando-se Tio Oscar, Maravilha, hoje Pesqueiro Feroz, Taquari, Pantanosso, Estância Pesqueira Campos, Pesca e Companhia, Vale do Peixe, Holiday e alguns da região do Riacho Grande, sempre atrás de grandes exemplares. Nesta época já frequentava as poucas pescarias noturnas disponíveis nos pesqueiros, já tinha também me apaixonado por pescar a noite.

Sempre atrás de peixes grandes, seja pacus, cacharas e dourados, nesta época, estamos falando de 18 anos atrás, era muito difícil fisgar peixes com mais de 10 quilos, acabava de nascer a pesca Esportiva, a maioria dos pesqueiros ainda usavam o sistema de pesque e pague, o qual não tinha objetivo de ter peixes grandes e sim pequenos e no máximo médios.

Com a pesca esportiva nascendo nos pesqueiros, e se difundindo rapidamente, começava a busca por peixes grandes e brigas memoráveis, não só minha, mas de outros pescadores. Os peixes eram, na sua maioria, exemplares antigos dos lagos, que aprenderam a sobreviver às iscas dos pescadores e por esta razão, ariscos por natureza.

Nesta época já pescava com anzóis sem farpa, inicialmente cumprindo as regras dos pesqueiros, mas depois percebendo a necessidade da preservação dos bons exemplares, raros nos lagos. Também usava o alicate tipo grip, mas depois vendo o que ele pode causar aos peixes, abandonei o uso freqüente desta ferramenta.

Comecei a registrar todas as pescarias, utilizando as agendas do pescador, vendidas junto com as revistas de pesca. Marcava tudo, material, iscas, local, quantidade de peixes, tamanho e tipo dos peixes. Hoje faço isso via computador e faço tabulações para analisar as pescarias e ajudar no planejamento das próximas.

Como todo pescador de sofá, lia todas as revistas e assistia aos programas de pesca disponíveis na TV, ainda não era tão difundida a internet há 5 anos, tentando buscar lugares, horários, materiais e técnicas para garantir boas pescarias.

Um dia na Loja Big Fish, encontrei o Diogo, apresentador do Pesca Alternativa, que passava na antiga TV Aberta, depois, Canal Comunitário, Record e hoje no SBT, e ele me falou sobre um pesqueiro chamado Castelinho, o qual tinha gravado uma matéria, onde tinham fisgado 3 Pirararas, entre 6 e 9 kgs, com forte briga, forma da puxada, grande tomada de linha e esportividade impressionantes.

Foi dia 26/09/04, sábado que foi no ar o programa e assim que acabou, liguei para o Castelinho e pedi informações. Numa quarta-feira fui ao pesqueiro de ônibus e fiquei 3 dias, onde pesquei principalmente à noite, na época, no antigo lago vip. Em 3 noites foram 20 Pirararas, várias Cacharas e Pintados. Usava Lambaris e Tilápias como isca, na volta, entrei no ônibus na rodoviária em São Pedro e só fui acordar na rodoviária do Tietê em São Paulo.

O começo de tudo.......

Voltei nos dois finais de semana seguintes, cada um, com cada filho meu, devido à agenda deles, sabe como é, sacrifício de pai, também de ônibus e a mesma fartura de pesca se repetiu.

A partir destas 3 pescarias, onde pude experimentar pescar esportivamente vários peixes entre 10 e 17 kgs, principalmente peixes de couro, com a adrenalina a mil, tornei-me um aficionado pela Pirarara e o Pesqueiro Castelinho Pesca e Lazer.

Vou dizer o que em minha opinião é uma boa pescaria:

1) Tem de ser um lugar que você se sinta bem, agradável, que você se identifique, não dá para ficar em um lugar incomodado com alguma coisa.