Zoológico de São Paulo


Olá Amigos

Nesta matéria o Fishingtur vai tentar mostrar um pouquinho de tudo o que você vai poder encontrar fazendo uma visita ao Zoológico de São Paulo. Vamos começar falando um pouco sobre a história do parque.

Zoológico

O Zoo de São Paulo foi criado em junho de 1957, à partir de uma instrução do Sr. Governador Jânio Quadros ao Diretor do Departamento de Caça e Pesca da Secretaria da Agricultura, Sr. Emílio Varoli. Como reflexo dos constantes investimentos e aprimoramentos ocorridos na Fundação Parque Zoológico de São Paulo desde a sua criação, em 1994 o Guinness Book outorgou o diploma de maior Zoológico do Brasil. Neste mesmo ano, após atender a todas as especificações básicas contidas na legislação pertinente, a Fundação Parque Zoológico de São Paulo foi classificada na categoria “E”, a mais alta, junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Em maio de 2001, a área ocupada pela empresa “Simba Safari” foi reincorporada à Fundação Parque Zoológico de São Paulo, sendo reaberta ao público como “Zoo Safári”. Segue o link da matéria que fizemos no Zoo Safari. Clique Aqui.

Ocupando uma área de aproximadamente 900.000 m², em sua maior parte coberta por Mata Atlântica, o Parque abriga as nascentes do histórico riacho Ipiranga, cujas águas formam os lagos que acolhem exemplares de aves de várias espécies exóticas, nativas, além de aves migratórias. Hoje, a população global da Fundação Parque Zoológico de São Paulo ultrapassa os 3.200 animais cadastrados, representando: aproximadamente 200 espécies de aves, 100 de mamíferos, 98 de répteis, além dos anfíbios e invertebrados.

No cenário científico, o Zoo de São Paulo tem apresentado uma contribuição altamente significativa, em especial em temas referentes a problemas da fauna brasileira. Para isso, muito tem colaborado os contatos técnico científicos com outros centros de pesquisa, entre os quais o Instituto Butantan, o Instituto Biológico de São Paulo e o Instituto Adolfo Lutz, assim como através de convênios já firmados com a Universidade de São Paulo, Universidade Estadual “Júlio de Mesquita Filho”- UNESP, Universidade Federal de Campina Grande (PB), Universidade Estadual de Londrina (PR), e a Universidade Federal de Santa Maria (RS). Cabe ressaltar que ao longo de seus 47 anos de existência, graças à sua história e ao trabalho e dedicação de seus funcionários, a instituição firmou-se como um centro referencial no contexto conservacionista brasileiro. Com uma visitação anual de aproximadamente 1.600.000 pessoas(Um Milhão e Seiscentas Mil Pessoas), o Zoo oferece ao seu público visitas monitoradas, cursos para professores, passeios noturnos, apresentações didáticas sobre os animais, dentre outros aspectos de preservação do meio ambiente.

Entrada do Parque

Na Natureza tudo ocorre de uma forma simples, predador, presa, consumidor e meio ambiente interagem e se complementam mas, levando em consideração que mantemos esses seres presos, a dificuldade é bem maior. Para manter animais que necessitam unicamente de proteínas e nutrientes provenientes de alimentos de origem animal, o Zoo de São Paulo mantém dietas à base de carne bovina, de aves e suína. São utilizadas as mesmas comercializadas para seres humanos e suplementadas com vitaminas e minerais. Mas, em nossa coleção existem espécies que não aceitam pedaços de carne, como serpentes e rapinantes por exemplo, que necessitam de um alimento específico para que seu metabolismo continue em equilíbrio. Assim, sempre pensando no bem estar animal é mantido um Biotério, cuja finalidade é a de manter e reproduzir animais que possam ser usados como parte da dieta dos animais estritamente carnívoros. Biotérios são áreas específicas, autorizadas e equipadas para acomodar animais como roedores, aves e insetos que serão oferecidos aos outros animais. O Biotério tem mais de 10 anos e um dos parâmetros é que antes do animal ser parte de dietas ele é um Ser Vivo e necessita de cuidados e uma alimentação balanceada.

O acervo do Biotério compreende em ratos, camundongos, porquinhos da Índia, pintinhos, codornas, grilos, baratas e tenébrios. Os funcionários são treinados para esta atividade e o bioterista é um biólogo, que além de assegurar a qualidade genética também controla o bem estar destes animais, desenvolvendo uma rotina que supra todas as necessidades do acervo do Biotério. Mas, as presas não são oferecidas vivas, geralmente elas são abatidas em câmaras de gás. Este método é o mais indicado nas formas de abate, pois é um processo rápido e não que deixa resíduos no organismo.

Os veterinários são responsáveis por um ambulatório e um laboratório de análises clínicas e anatomia patológica. Vacinações sistemáticas, quarentena e exames laboratoriais rotineiros visam a prevenção de doenças e, juntamente com atendimentos clínicos, cirúrgicos e odontológicos preservam a saúde dos animais. O cardápio de cada animal é elaborado cuidadosamente. O Zoo mantém um biotério, onde são criados camundongos e insetos, alimentos de alto valor protéico. A Fazenda, em Araçoiaba da Serra, produz cerca de 1.000 toneladas de alimentos por ano, destinados à nutrição dos animais. Desenvolve programas de conservação de acordo com critérios internacionalmente aceitos. Emprega os padrões mais elevados de manejo e bem-estar no cuidado com os animais, avaliando a dieta oferecida, estudando árvores genealógicas e controlando cruzamentos para evitar consanguinidade, desenvolvendo técnicas que aumentem o sucesso reprodutivo dos animais, além de manter creches para os filhotes.

Coopera com outras sociedades e organizações, como o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Polícia Florestal e de Mananciais e Corpo de Bombeiros. Participa da Comissão Paritária pela SZB (Sociedade de Zoológicos do Brasil), responsável pela fiscalização e controle de zoológicos e criadouros. Por sua colaboração no trabalho de salvamento do Bisão europeu, o Zoo foi aceito como membro da E.E.P. (Organização Européia de Preservação). É associado da IUDZG (União Internacional de Diretores de Jardins Zoológicos), juntamente com os melhores zoológicos do mundo.

Destacando-se como um dos mais interessantes e instrutivos pontos turísticos de São Paulo, o Zoológico oferece ao público a oportunidade de conhecer animais da fauna brasileira e de outras partes do mundo. A criação de animais em cativeiro pode levá-los a apresentar comportamentos não tão naturais quanto aqueles apresentados em natureza, uma vez que o cativeiro oferece aos animais um ambiente diferente daquele para o qual eles estão adaptados. Para animais selvagens de vida livre, cada atividade é uma nova experiência, portanto, uma nova oportunidade de tomar decisões e aprender em cima das escolhas feitas.

Na natureza os animais passam a maior parte do tempo à procura de seus próprios alimentos, evitando seus predadores, procurando e disputando parceiros para acasalar; interagindo, portanto, com um ambiente dinâmico frente aos desafios diários. Já no cativeiro, os animais têm seus alimentos fornecidos e são protegidos contra interações competitivas.

Todos esses cuidados são NECESSÁRIOS para a manutenção desses animais em cativeiro, porém este ambiente pode comprometer o bem-estar, frente ao ambiente previsível, onde faltam desafios e imprevistos, que o animal é criado. O animal sem estímulos físicos e mentais ou em condições que não permitam a expressão de comportamentos específicos (como escapar de algo que o incomoda ou amedronta) pode então apresentar comportamentos inapropriados ou mostrar-se entediado.

MAMÍFEROS:

Classe Mammalia

Os mamíferos possuem muitas características estruturais que os distinguem prontamente de outros vertebrados. Um dos aspectos é a presença de glândulas, como as sebáceas, sudoríparas e mamárias, que são encontradas em muitas regiões do corpo. Outra característica importante é a presença de pelos durante algum período de vida, sendo que os adultos de algumas espécies podem apresentar redução ou mesmo ausência de pelos. São animais endotérmicos, pois possuem mecanismos internos para o controle da temperatura corpórea.

Conheça as espécies que você vai encontrar no ZOO:

- Anta (Tapirus terrestris) - Cachorro-vinagre (Speothos venaticus) - Camelo (Camelus bactrianus) - Cervo-nobre (Cervus elaphus) - Chimpanzé (Pan troglodytes) - Dromedário (Camelus dromedarius) - Elefante-africano (Loxodonta africana) - Gato-do-mato pequeno (Leopardus tigrinus) - Gato-maracajá (Leopardus wiedii) - Gibão de mãos brancas (Hylobates lar) - Girafa (Giraffa camelopardalis) - Grande-Kudu (Tragelaphus estrepsicerus) - Hipopótamo (Hippopotamus amphibius) - Jaguatirica (Leopardus pardalis) - Jupará (Potos flavus) - Leão (Panthera leo) - Leão-marinho (Otaria byronia) - Leopardo-das-neves (Uncia uncia) - Lobo-europeu (Canis lupus) - Lobo-guará (Chysocyon brachyurus) - Lontra (Lontra longicaudis) - Macaco Barrigudo (Lagothrix lagotricha) - Macaco-parauacu (Pithecia pithecia) - Macaco-Prego Galego (Cebus flavius) - Mico-leão-de-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas) - Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) - Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) - Onça-parda (Puma concolor) - Onça-pintada (Panthera onca) - Orangotango (Pongo pigmaeus) - Quati (Nasua nasua) - Rinoceronte branco (Ceratotherium simum) - Suricata (Suricata suricatta) - Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) - Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) - Tatu-peba (Euphractus sexcintus) - Tigre-Siberiano (Panthera tigris altaica) - Urso de óculos (Tremarctos ornatus) - Zebra de Grévy (Equus grevyi)

ALPACA

-- ANTA: Ordem: Perissodactyla Família: Tapiridae Nome popular: Anta, tapir Nome em inglês: Tapir Nome científico: Tapirus terrestris Distribuição geográfica: América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai Habitat: Florestas Hábitos alimentares: Herbívoro Reprodução: um filhote, com gestação de aproximadamente 13 meses Período de vida: 35 anos (em cativeiro)

A anta (Tapirus terrestris) é o maior mamífero terrestre do Brasil, alcançando até 1,20 m de altura. Vive em florestas e campos da América do Sul, do leste da Colômbia até o norte da Argentina e Paraguai. É um ungulado (mamífero com cascos com estrutura feita de queratina) que tem número ímpar de dedos. A característica mais distinta da anta é sua narina, longa e flexível, que parece uma pequena tromba. Possui corpo robusto, cauda e olhos pequenos, crina sobre o pescoço e coloração marrom-acinzentada. Alimenta-se de matéria vegetal (folhas, frutos, vegetação aquática, brotos, gravetos, grama, caules) que é digerida graças à presença de micro-organismos que vivem em seu aparelho digestivo. Dispersa sementes com as fezes, aju