Local: Rio Xingu – Altamira – Pará Pousada Rio Xingu


Olá Amigos,

Nossa equipe recebeu o convite do Claudomiro, proprietário da Pousada Rio Xingu, em Altamira, no estado do Pará, para fazermos uma reportagem de encerramento da temporada 2014. Depois de algumas negociações, conseguimos fechar os aéreos e começamos a arrumar as tralhas. Primeiramente entrei em contato com o amigo Marcel da Zagaia Lures, o qual nos cedeu boa parte das iscas usadas, juntamente com outro e antigo amigo Nelson Nakamura, iscas que também não podem faltar nesse tipo de pescaria. Iscas selecionadas, carretilhas lubrificadas pelo amigo Fernando Gil da Fishing Master e agora era só esperar o dia da viagem.

A proposta era dedicar essa pescaria aos tucunarés, pois segundo o Claudomiro, o Rio Xingu já estava ganhando muita água, e sendo assim, seria muito difícil fisgar os grandes peixes de couro. Sabendo disso, passei rapidamente na Nautika ou peguei as novas varas da Aqua Rod e foi com elas que iniciei minha pescaria. Enfim, chegou o grande dia, eu(Marcio David) e nosso amigo China, saímos de São Paulo por volta das 6 horas da manhã, seguindo viagem até Campinas, onde embarcamos com voo para Belo Horizonte e depois direto para Altamira, no Pará. Um voo super tranquilo e relativamente rápido. E assim que descemos do avião já nos deparamos com a alta temperatura Paraense.

Assim que saímos da sala de desembarque encontramos o Claudomiro e seu filho Vinícius, o qual fez o rápido translado do aeroporto até a pousada em estrada 90% asfaltada, em uma viagem muito bonita. O translado de Altamira à pousada (80 km) é feito através da lendária rodovia Transamazônica em vans com ar-condicionado com duração média de 2 horas. Se houver preferência pelo trajeto de Altamira à pousada de avião (15 minutos) pode-se alugar táxi aéreo na cidade

A Pousada

A Pousada Rio Xingu está localizada no oeste do Estado do Pará, às margens do Rio Xingu, no coração da imensa floresta amazônica, situada no topo de uma montanha, cercada por uma natureza exuberante. A Pousada Rio Xingu tem uma arquitetura sem igual, rodeada por amplas varandas, com um pé direito que chega a medir 10 metros de altura, proporcionando ambientes espaçosos e ventilados, com vista panorâmica do estonteante Rio Xingu com suas curvas, ilhas e formações rochosas características que somente neste trecho de natureza você pode encontrar.

O salão principal congrega sala de refeições, sala de jogos e sala de TV por satélite, um ambiente ímpar, que além de conforto, mostra através de suas amplas portas um pedaço de paraíso que você precisa conhecer. As refeições são sempre momentos deliciosos com fartura no cardápio que vão de peixes , carnes, legumes e vegetais preparados com atrativas receitas da culinária regional, aos sucos, frutas, pães e bolos variados, e tudo isso feito com muito estilo.

São oito amplos e confortáveis apartamentos (sendo 04 triplos e 04 duplos) todos avarandados, com banheiro privativo, ar-condicionado, frigobar e telefone. Com capacidade para hospedar até 20 pescadores.

A piscina com suas águas transparentes convida o visitante para momentos de relaxamento e prazer tendo à frente a vista paradisíaca do belo e portentoso Xingu. Os barcos são muito espaçosos (8,40 m) equipados com motor de 25 hp, motor elétrico e cadeiras giratórias para 03 pescadores, pilotados por experientes guias de pesca da região, dotados de capacidade técnica (inclusive com curso para orientar pescadores de fly) e conhecimento das espécies locais.

A Pousada conta ainda com Energia elétrica, 02 motores geradores à diesel, 02 fábricas de gelo (cubo e barra), trilhas ecológicas, rádio-comunicadores, praias naturais, pinturas rupestres (feitas por antigas civilizações e ainda não estudadas) e churrasqueira. E o melhor de tudo, além da pousada ter wi-fi e de boa qualidade, em toda a área construída, assim como em 80% dos pontos de pesca, meu celular da operadora OI pegou normalmente e com o 3G bombando. Em nenhum outro rio que já pesquei, meu celular funcionou normalmente, somente aqui no Rio Xingu.

O Rio

As águas do Rio Xingu sofrem constantes alterações. Na nossa região, ele começa a se avolumar na segunda quinzena de dezembro, período em que começa a chover e atinge o ápice da cheia no mês de março. A partir do mês de abril ele começa a vazar; no mês de julho reaparecem os pedrais e as praias, sendo que no final de setembro ele atinge o ápice da seca. Quando ele está cheio, o período é ideal para a pesca dos gigantes pirararas, jaús e piraíbas, assim como surubim, barbado, piramutaba, corvina, fidalgo, dentre outros. Quando começam a aparecer as pedras no início de julho, além dos peixes acima, temos ainda uma pesca farta de tucunarés, cachorras e bicudas e uma paisagem paradisíaca, com praias de água doce com suas areias limpas e extensas que nos convidam para deliciosos banhos de água doce.

Equipamentos: Nossa equipe utilizou vários tipos de equipamentos, entre eles:

--Vara Falchion 5’3? de 14lbs – Aqua Rod --Vara Gladius 5’6? de 17lbs – Aqua Rod --Vara Lightning 5’6? de 14lbs – Berkley

--Carretilhas de perfil baixo

--Multifilamento de 50 e 65 lbs

--Iscas: Zagaia, Nakamura, Yara e Extreme Jigs

A Pescaria

Assim que chegamos, fomos apresentados ao nosso guia, o Nilsinho, guia na pousada há 10 anos. E rapidamente ele já foi nos dizendo que o rio estava subindo quase meio metro por dia e que os tucunarés estavam manhosos, pois os melhores pontos de pesca, já estavam debaixo da água, e que a pescaria seria muito difícil. Olhei para o China e juntos lembramos de uma pescaria que fizemos no Rio Uatumã, quando este estava com mais de 4 metros de água acima e foi uma das melhores pescarias que fizemos. Ou seja, nada de problemas para o Fishingtur, vamos pro rio e lá negociamos com a mãe natureza.

O Rio Xingu, sem dúvidas é um dos rios mais bonitos em que eu já pesquei. Pedrais a todo momento, e milhares de pontos de pesca, ilhas, praias, enfim, um lugar excelente para bater iscas, isso porque, disseram que estava ruim, imaginem quando estiver bom. Começamos com as varas leves de 14 e 17 lbs com iscas de superfície como a Cascavel a Zagaia e Zig Zara do Nakamura. Os peixes rebojavam muito mas nada de atacar definitivamente a isca.

Coloquei a hélice Devassa da Yara Iscas e depois de insistir, ao passar por uma pedra, um raio amarelão rasgou a água e explodiu na hélice, a fazendo voar, era um grande tucunaré, mas estava só assustando a isca e nada de comer.

O China continuou na superfície, mas eu decidi pegar um peixe, coloquei então a Prima Gold Zagaia e comecei a fazer os arremessos nos mesmos pontos que o China estava trabalhando na superfície e não demorou muito para engatar o primeiro amarelão de nossa viagem ao Xingu. Estava aberta a nossa pescaria.

Percebemos que o peixe não estava com muita vontade de ir atrás da isca, eles apenas subiam, batiam e desciam de novo. Foi aí que pensei em trabalhar a Zé Pepino da Zagaia, com movimentos rápidos e na paradinha, era fatal para esperar a explosão, e outro amarelão veio nos presentear.

Coloquei novamente a Prima Gold e com ela fiz uma boa sequencia de Tucunarés, Bicudas e até uma bonita Matrinxã. Esta isca é uma coringa e não pode faltar na caixa de iscas do pescador. Ela faz um trabalho errático entre a meia água e superfície, irresistível aos peixes.

O China insistindo na superfície e eu com a Prima Gold atrás e mais uma belo exemplar fisgado na sub superfície. O Rio Xingu é formado por grandes pedras e muitas delas submersas.Um óculos polarizado ajuda muito a enxergar essas pedras, aí, basta fazer alguns arremessos que, com certeza, algum tucunaré vai sair de lá e atacar sua isca.

Resolvi mudar um pouco e coloquei a Zig Zara do Nakamura, fiz alguns pinchos mas sem resultado algum, até que nosso guia nos disse para arremessar em uma única pedrinha que tinha no meio do rio, e foi pra lá que mandei minha isca. Arremessei uns quatro metros atrás da pedra e vim trabalhando a isca, ao passar pela pedra foi uma pancada só e outro exemplar na ponta da linha.

Pedi ao China para tentar com a isca Sara-Sara do Nakamura e no terceiro arremesso, na paradinha da isca, mais uma grande explosão fez o coração do japonês explodir de adrenalina.

A Sara-Sara deu resultado, as iscas de superfície com trabalhos lentos ou com as famosas paradinhas estavam sendo fatais para os tucunarés. Eles estavam muito manhosos devido a entrada de água nova, ou seja, repiquete. Nesta época do ano, não era para o rio estar subindo ainda, mas acima de qualquer adversidade, sempre encontramos um jeitinho de poder pescar e mostrar o peixe para vocês.

Um peixe que vi em quantidade e que eu gosto de pescar é o pequeno e valente Jacundá, espécie com dezenas de cores, uma mais bonito que o outro, atacou muito bem nas pequenas iscas de meia água, mas alguns atacaram até nas grandes iscas de superfície.

O Rio Xingu, além de ser muito bonito, abriga uma flora e fauna exuberante, um local totalmente preservado, nos dá o prazer de a todo momento ver diferentes espécies de animais. Imagens que só vem a somar em nossa pescaria.

O China continuou com isca Sara-Sara por um bom tempo. Passando por uma pequena entrada, uma espécie de lago em uma das praias, o China arriscou um arremesso bem perto de uma única galhada e ao trabalhar a isca uma enorme explosão nos assustou, mesmo com a fisgada rápida, em segundos o peixe escapou ao se debater na superfície. Segundo nosso guia era um dos gigantes trairões que habitam as águas do Xingu. realmente era um peixe bem grande, mas tentamos um bom tempo bater iscas por ali, mas sem nenhum efeito. Continuamos e nesta mesma margem o China engatou mais um amarelão.

Eu fiquei variando as iscas, a todo momento eu alternava entre superfície, sub-superfície ou meia-água e sempre com resultados positivos na ponta da linha.

Ao passar por um grande pedral submerso, onde conseguíamos apenas ver uma mancha na água, nosso guia pediu um conjunto e falou para arremessarmos em cima deste pedral, e foi fatal, vários ataques e um belo dublê, todos no mesmo ponto, e o detalhe, sempre na paradinha da isca.

E ainda neste pedral, o China engatou um belo, mas um belo amarelão que brigou muito nas águas rápidas do Xingu. Mais um na Sara-Sara.

O peixe tinha ficado mais manhoso ainda, estava exigindo arremessos longos e bem em meio as pedras, mas bastava acertar a isca entre as pequenas fendas nas pedras que lá estavam eles, na trabalhadinha da isca, o ataque.

Voltei com a Zé Pepino, isca que faz grandes e longos arremessos, onde posso trabalhar rapidamente como uma zara, ou pausadamente com um stick, e mesclando esses dois trabalhos levantei outro belo exemplar. Após o arremesso, trabalho a isca rapidamente para fazer barulho, depois venho calmamente, e na paradinha, ele não aguenta e ataca.

Tentei a Zé Pepino em três cores, mas a que teve melhores resultados foi a cor osso, essa foi fatal para os bocudos.

Vale ressaltar que em quase todos os pontos em que pescamos, era comum avistarmos a pousada no alto do morro. Nessa região, o Rio Xingu tem centenas de ramificações, formando assim inúmeros pontos de pesca, todos próximos da pousada. E o melhor, o tempo todo com o celular OI funcionando perfeitamente e o 3G bombando.

A isca Sara-Sara do China furou, mas ele estava se dando tão bem com ela que com calma ele secou a isca, colou, e em minutos já estava pinchando novamente e pra variar, com peixes fisgados.

Eu testei algumas outras iscas da Zagaia, como a Trairinha Gold, Biguá Gold, Turbilhão Gold 100 e a Lamber Gold. Estas de meia-água deram muito resultado com os pequenos tucunas e jacundás. Com a pequena hélice, levantei muito peixe, mas sem bons resultados, mas em épocas com o peixe mais ativo, com certeza serão iscas fatais.

Mais uma vez, mudando de isca, agora com a Cascavel 120, fiz um longo, mas longo arremesso. A isca caiu na areia de uma praia, recolhi até a isca descer na água, trabalhei a isca por menos de um metro e o bocudo subiu e literalmente sugou a isca, só tive o trabalho de fisgar e curtir a briga.

A pescaria estava muito divertida e com muita ação, mesmo assim o guia nos dizia que estava fraco, que na temporada a pescaria é 10 vezes melhor. Outro ponto que nos chamou a atenção, foi a força que estes tucunarés tem, devido a água ser muito rápida, muitas corredeiras, o peixe aqui é forte demais e briga muito.

A cada ponto que parávamos, sempre tinha um ou outro com a vara envergada, Tucunarés, Jacundás, as vezes uma Matrinxã, Bicuda ou Cachorra. Sempre com boas ações.

Terminamos nosso dia com um lindo pôr-do-sol e na Pousada Rio Xingu, fomos recepcionados com um belo churrasco na beira da piscina com muita música ao vivo, voz e violão com o Claudomiro, proprietário da pousada.

Além da pescaria dos Tucunarés que aqui temos em abundância, tanto o Amarelo, quanto o Paca, que podem chegar até a 6 kg no Rio Xingu, outras espécies também habitam as profundezas em poços que ultrapassam os 80 metros de profundidade. Essa região do Rio Xingu é moradia de grandes Piraíbas, Pirararas e gigantescos Jaús, peixes que podem ultrapassar os 40, 50 quilos facilmente.

Há relatos deste último ano de pescadores que fisgaram mais de 25 Pirararas em um único dia, além de jaús e outras espécies. O local além de ter esses grandes exemplares, também funciona como uma grande berçário de outras espécies.

O Rio Xingu, com certeza é uma das grandes maravilhas que temos em nosso país. Vale a pena cada km rodado para chegar a este paraíso. Um lugar muito rico, um paraíso natural a disposição de todos.

Não deixe de acompanhar a segunda parte desta pescaria.

Agradecemos a todos os amigos, parceiros e patrocinadores, em especial ao amigo Claudomiro e Vinicius, da Pousada Rio Xingu.

Abraços!

Marcio David

Equipe FishingTur

Fotos: China, Nilsinho e Marcio David Texto: Marcio David Edição: Marcio David

AGRADECIMENTOS

Pousada Rio Xingu Altamira – Pará 93 3515 5127 93 9976 2097

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