Expedição Mineira, à hora e a vez da Fazenda Pacu, o paraíso dos grandes redondos (Parte - 1)


Local: Pesqueiro Fazenda Pacu – Inhaúma – MG Data: 09 de Março de 2012

Olá amigos leitores,

Como parte de nossa aventura nas terras mineiras, fomos conhecer o Pesqueiro Fazenda Pacu, um local que a equipe Fishingtur ainda não conhecia, mas que teve forte recomendação do Mateus Abreu e Matheus Andrade, leitores e participantes do site, que moram na cidade de Belo Horizonte e são frequentadores assíduos do local.

Eu (Silvio Leme) e o Marcio David (os 2 aventureiros da equipe na Expedição Mineira), tínhamos como objetivo pescar 2 (dois) dias no Pesqueiro Fazenda Pacu em busca e capturas dos gigantes redondos que lá habitam e chegamos ao local por volta das 22:00 h., de uma quinta-feira e logo na chegada foi possível observar a beleza do local com grandes lagos, criação de búfalos, uma grande área contemplando um restaurante amplo, com deck as margens do lago maior e com uma decoração de muito bom gosto em um ambiente familiar com um clima tipico de fazenda.

Rapidamente, como é peculiar aos pescadores, fomos analisar o local e colher algumas dicas com o Ismael (funcionário do local) que nos recebeu super bem e passou a informação que os peixes estavam bem ativos e certamente conseguiríamos executar uma boa pescaria. Como o Ismael trabalha há anos na Fazenda Pacu a noticia nos animou, mas como estávamos muito cansados da viagem, resolvemos não pescar durante a noite e partimos para um breve descanso para repor as energias e inciarmos a nossa pescaria no dia seguinte.

Um breve descanso e ao amanhecer foi possivel ratificar a beleza do local e no caminho para o primeiro ponto de pesca aproveitamos para comtemplar a natureza que na fazenda Pacu se faz presente a todo momento.

Até as 07:30 h., apenas uma fisgada no ponto escolhido e um bom peixe acabou escapando durante a “briga” e logo o Ismael nos informa que o Café estava servido e resolvemos dar uma parada na pescaria para um rápido café, todavia, chegando ao restaurante fomos surpreendidos com uma mesa farta e diversificada.

Após o excelente café da manhã e conversando com o Mario e o Ismael, resolvemos mudar de ponto e no caminho novamente a natureza e os grandes lagos chamaram a nossa atenção e foram alvos de nossas câmeras fotográficas.

No primeiro arremesso no novo ponto de pesca, utilizando a ração Labina o Marcio fisga um pequeno peixe que não conseguia sequer afundar a bóia e quando chegou a margem uma surpresa, tratava-se de uma Pirambeba (em especie de Piranha).

Como os lagos no Pesqueiro Fazenda Pacu são muito grandes eu diria enormes, os equipamentos devem ser obrigatoriamente reforçados e a equipe Fishingtur, utilizou varas de 2,10 m até 3,00 m, com carretilhas de perfil baixo comportando um minimo de 100 m de linha monofilamento de bitola 0.37/0.40 mm e as tradicionais e consagradas Bóias Barão de 65/75/100 gramas para longos arremessos. As iscas mais utilizadas foram o “Beijinho” e a ração Labina na superfície e ou na meia-água.

Logo após esse peixe inusitado do Marcio, com um arremesso longo, chicote de 3 metros e “beijinho” como isca, observo minha bóia tombar lentamente e assim que sumiu na água confirmo a fisgada e uma boa “briga” se inicia com grandes tomadas de linhas e minutos depois um lindo Tambacu de cor bem clara vem para os braços da equipe Fishingtur.

Estávamos pescando em um quiosque e observamos ninhos e vários pássaros se alimentando a poucos metros e bem próximo, tudo indicando que não estavam se importando muito com a nossa presença. Isso demonstra o cuidado e a preocupação com a preservação da natureza no Pesqueiro e Fazenda Pacu.

Um novo arremesso longo com o mesmo equipamento em direção ao meio do lago e passado alguns minutos, novamente a Bóia tomba lentamente e assim que desaparece na água, nova fisgada com peixe na linha e conseqüentemente na foto para apreciação dos amigos leitores de nosso site.

Com dois peixes capturados fiz novamente o arremesso no mesmo local e fiquei na espera da bóia tombar o que não demorou muito tempo, demonstrando que no “beijinho” com chicote de 3 metros os peixes estavam bem ativos. Desta vez “pesou” o que apontava ser um exemplar de maior porte e depois de uma boa briga confirmamos ser um lindo Tambacu.

Observem que os Tambacus capturados têm uma coloração bem clara e acreditamos ser derivado da transparência da água nos lagos que tem nascente própria na Fazenda Pacu.

Após essas capturas fomos saborear a culinária mineira com um delicioso almoço servido no restaurante com varias opções. No retorno e depois de um merecido descanso, o Marcio que havia perdido alguns peixes capturados na superfície com EVA’s e labina pela manhã, também monta um equipamento com chicote de 3 metros “beijinho” como isca e faz o lançamento no mesmo local, visto que, pelas capturas anteriores quase certeza de um cardume estar se alimentando nesse local/profundidade e não deu outra, a bóia caiu na água e simplesmente “sumiu” e o Marcio com uma fisgada certeira confirma mais um bom exemplar de Tambacu de cor clara do Pesqueiro e Fazenda Pacu.

Insistindo na modalidade cevadeira com EVA’s e arremesso bem próximo a margem os peixes começaram a subir em pequenas quantidades e o Marcio captura um bonito exemplar e desta vez um Curimba.

Na Fazenda Pacu, além do Pesqueiro, existem também atividades pecuárias com a criação de búfalos, onde o foco principal é a extração de leite para empresas de laticínios.

À tarde os peixes se mostraram bem manhosos e os ataques as nossas iscas diminuíram sensivelmente, mas sabemos que essas adversidades são normais em pescarias e aguardamos pelo final da tarde e inicio da noite e identificamos que a nossa decisão foi acertada, os peixes voltaram a atacar, mas desta vez na ração labina na superfície e diante de uma linda noite outros exemplares de Tambacus foram capturados.

O Marcio foi o primeiro a abrir a contagem com um Tambaqui com uma coloração mais escura.