Fazenda Paraná - Uma pescaria inesquecível com os gigantes


Local: Fazenda Paraná - Nova Serrana - MG Data: 23 a 25 de Setembro de 2012

Olá Amigos,

Nossa equipe logo após nossa aventura no Amazonas em busca dos grandes Tucunarés, resolvemos partir para o estado de Minas Gerais, mais uma vez na cidade de Nova Serrana, na Fazenda Paraná de nosso amigo Klebinho.

Chegamos no final da tarde, por volta das 16h, rapidamente fomos recebidos pelo Klebinho e seu pai e descarregamos nossas malas em seu quarto de hóspedes. Não pensamos muito e já descemos para o lago para montar as tralhas de pesca.

O dia estava quente, porém um vento muito forte durante a tarde inteira e por consequencia em todos os dias atrapalhou e muito nossa pescaria.

Primeiramente ficamos em um pequeno deck a esquerda do restaurante, bem no canto do lago, em sua parte mais estreita. Montamos apenas um ou dois equipamentos cada um, sendo um para a pescaria com salsicha flutuando e outro para a pescaria de fundo.

O Léo, em questão de segundos após seu arremesso, já fisgou uma bonita Pincachara na salsicha flutuando, uma grande explosão e uma boa briga. Logo depois o Sr. Adimir travou outra briga das boas com um Tambacu.

O vento só foi piorando, até tentamos cevar e vimos muitos peixes grandes comendo, mas como a ração se espalhava muito, o peixe não atacou nossas iscas. Recolhemos as coisas e nos dirigimos para o deck do Klebinho, na margem oposta de onde estávamos.

O Sr. Adimir, usando salsicha de fundo, em seu primeiro arremesso, viu sua varinha envergar no limite e o molinete cantar soltando a linha. Uma briga forte, com grandes puxadas de linha, e que provou ser uma belo peixe quando a grande mancha branca apareceu na superfície. Era uma Pincachara das grandes.

Caiu a noite e continuamos no deck, arremessei uma salsicha flutuando na parte mais rasa do lago, bem embaixo de uma grande árvores e quando menos esperava, a linha já estava esticada tomando linha, fazendo a fricção cantar.

Mais um boa briga e outra Pincachara fisgada. Na sequencia, meu equipamento que estava de fundo com cabeça de tilápia envergou que quase foi com suporte e tudo para a água, mas cheguei a tempo, confirmei a fisgada e tive outra bela briga, desta vez com um redondo.

Com o cair da noite, insistimos na salsicha flutuando e na cabeça de tilápia(levamos de SP) no fundo e ambas com ótimos resultados com as Pincacharas. A maioria fisgada no meio do lago.

Após estas capturas, o Klebinho nos serviu uma bela pizza e na sequencia, o Léo e o Adimir foram dormir, mas eu e o Felipe resolvemos dar uma esticada até mais tarde e a pescaria só estava começando.

Fisgamos dois belos redondos na salsicha e no peixe de fundo.

Arremessei uma cabeça de tilápia bem no meio do lago, coloquei a vara no suporte e estávamos conversando quando assustamos com a velocidade que a fricção girava soltando linha do carretel. Corri, tirei a vara do suporte e o bicho tomava cada vez mais linha, tinha certeza que era um peixe bom, até que ele correu direto para a margem, denunciando ser um peixe de couro e dos bons. Mais de 10 minuto de briga e o gigante encostou dando muito trabalho para o Felipe o pegar com o passaguá.

Apenas 20 minutos depois foi a vara do Felipe que disparou a fricção. A pescaria apesar do forte vento gelado, estava sensacional e novamente uma grande Pincachara veio para a foto.

O Felipe estava com sorte e ainda fisgou na sequencia mais dois belos peixes, um no fundo e outro na superfície. Duas bonitas Pincacharas.

O peixe não parava de atacar nossas iscas. fizemos um doublé de Pincacahra e Tambacu e o Felipe ainda pegou uma bonita Carpa Húngara. Depois disso, resolvemos não pescar mais para podermos descansar para o dia seguinte.

Na manhã seguinte, acordamos cedo, mas o vento estava muito forte, o que seria um ponto negativo em nossa pescaria. mas não desanimamos e partimos para a luta. Destaque especial para os equipamentos da Abu Garcia e Shakespeare que trabalharam duro na Fazenda Paraná.

O Sr. Adimir abriu o dia com um redondo fisgado na Massa Paturi Carnívora. Eu dei a volta no lago sozinho, montei um conjunto com bóia cevadeira, chicote de 50cm com um anzol chinú n. 9 e apenas uma ração na pinga de isca.

Fiz alguns arremessos bem próximo ao aerador e notei que muitos peixes estava comendo praticamente debaixo dele. Arremessei então e deixei que o vento levasse a bóia até o aerador e foi fatal, três peixes fisgados na sequencia e no mesmo ponto. Como estava sozinho, coloquei a câmera no timer e o automático se encarregou pelas fotos.

No final da tarde e de volta ao deck, fiz um arremesso bem no canto do lago com a salsicha flutuando. Não demorou muito e uma grande explosão chamou minha atenção e quando vi, minha linha já estava praticamente na outra margem, no meio do mato. Tentei tirar, mas o peixe cada vez mais puxava linha para o capim. Não tinha o que fazer, ou estourava a linha, ou pegava a jangada que estava por perto para ir atrás do peixe e foi o que fiz...

Consegui desenroscar o peixe e ainda acabei a briga de cima da jangada. Uma bela Pincachara.

Logo depois, uma bóia torpedo com poita que o Felipe tinha arremessado no meio do lago com chicote de 30cm com tripa de galinha afundou. Ele fisgou e vimos o peixe literalmente sumir com mais de 50 metros de linha, o peixe foi para o meio do lago e depois nadou para o outro lado, passando por trás do deck, por sorte o Léo estava no deck e levantou a linha, e enquanto isso eu e o Felipe pulamos para a jangada e eu no remo fui até o peixe, passamos pelo deck, o Léo soltou a linha e conseguimos levar o peixe para o meio do lago, e mesmo depois de tudo isso o gigante Tambacu ainda teve força para brigar um bom tempo.

Caiu a noite e voltamos para o deck e continuamos pescando da mesma maneira, ora na superfície, ora no fundo, até que eu e o Felipe fizemos mais um doublé, desta vez com duas Pincacharas.

Fisgamos mais alguns redondos no fundo e resolvemos ir dormir mais cedo, pois ainda tinhamos mais um dia de pesca pela frente.

Na manhã seguinte demos a volta no lago e pescamos na outra margem, começamos com a salsicha flutuando com ótimos resultados com os tambacus e uma bela pincachara e depois o Felipe pegou mais um bonito Tambacu na tripa de galinha na torpedo.

O vento ficou forte durante todos os dias em que estivemos na Fazenda Paraná, mas mesmo assim muitos peixes ainda foram fisgados.

Gostaríamos de agradecer mais uma vez ao Klebinho e seu Pai Cleber por toda hospitalidade e amizade.

Um agradecimento especial a todos os funcionários do pesqueiro,

Marcio David

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