Fazenda Paraná - Os grandes peixes sempre com o Fishingtur


Local: Pesqueiro Fazenda Paraná - Nova Serrana - MG Data: 20/02 a 21/02/14

Olá Amigos,

Nesta última semana, eu(Marcio David) e nosso amigo Gilberto Chudi saímos de São Paulo em plena quarta-feira por volta das 20h com destino a cidade de Nova Serrana, interior do estado de Minas Gerais, aproximadamente 550km da capital paulista.

Saímos de São Paulo pela Rodovia Fernão Dias, e no Km 617, pegamos a saída para Oliveira, seguindo pela BR 494 no sentido de Nova Serrana, passando por Divinópolis e outras cidades.

As 1:30h da madrugada já estávamos na Fazenda Paraná, onde fomos muito bem recebidos pelo Klebinho. Aproveitamos para dormir e descansar da viagem até a manhã seguinte.

Acordamos bem cedo na quinta-feira, por volta das 7h e nos dirigimos diretamente para o restaurante, onde começamos a montar as tralhas.

Montamos equipamentos básicos com Varas de 6'6" a 7'0", de 15 a 40 libras. As Carretilhas de perfil baixo, entre elas a Revo S e a Revo STX da Abu Garcia.

Enquanto montávamos os equipamentos, jogamos um pouco de ração e ficamos de olho, mas os peixes não subiram de imediato como de costume, mas o Júnior viu um grande peixe saindo do restaurante, comendo e voltando para baixo. Ele não pensou duas vezes e arremessou um mini-pão francês bem encostado no deck do restaurante e foi fatal, o tambacu saiu, sugou o pão e ele fisgou.

Uma corrida rápida mas travada no dedo fez o peixe rebojar e mostrar as caras logo cedo, uma briga forte e com a varinha envergada ao extremo. Freio da carretilha e dedo no carretel, foi assim que o peixe brigou sem fazer grandes corridas, mas por outro lado, deu muito trabalho tentando entrar em baixo do restaurante várias vezes, e conseguindo por duas vezes. O Júnior teve muita paciência para tirar o bicho sem que estourasse a linha. O peixe estava bravo demais e foi difícil de conseguir coloca-lo no passaguá.

Colocamos a lona de pesar peixe da BL Pirarara no chão para colocarmos o peixe e em seguida o pesamos. Exatos 27,000 kg foram marcados na balança digital. O primeiro peixe fisgado e o primeiro gigante da pescaria.

Depois disso, insistimos um pouco mais nesse ponto, mas os peixes não subiram. Acabamos de arrumar as tralhas e seguimos para uma maratona de pesca, onde pescamos praticamente em todo o lago, em busca dos peixes.

Montamos praticamente 3 tipos de equipamentos:

1- Anzol modelo 12146 5/0 e 6/0 direto na linha da carretilha para a pescaria com pão flutuando.

2- Bóia Cevadeira com chicote curto com ração na pinga ou chicotes com eva e miçanga.

3- Bóia Torpedo com pão flutuando e poita.

Basicamente as iscas que usamos foram o pão, ração e evas.

Em cada ponto que paramos, armamos as torpedos com o pão, e depois começávamos a cevar, tentando com os evas e ração.

Fisgamos dois exemplares nos evas, mas o restante foi fisgado no pão flutuando.

Eu e o Júnior voltamos para o meio do lago, de dentro do deck onde antes era uma lanchonete jogamos um pouco de ração e esperamos os grandes peixes aparecerem. O Júnior arremessou seu pão a cerca de 10 metros do deck e vimo calmamente um grande tambacu passar com boca literalmente fora da água pegando as ração até que chegou no pão e abocanhou. O Júnior fisgou e o peixe saiu em disparada para o meio do lago. Depois de mais de 20 minuto de briga e já no barranco, em uma das últimas corridas o peixe, o qual aparentava ter uns 25kilos no mínimo estourou a linha.

Minutos depois, de volta ao deck vimos mais alguns peixes comendo, mas um se destacava por ser bem mais claro que os outros, era um gigante. Arremessamos os pães e esperamos, eles passavam, comiam ração, voltavam, esse gigante calmamente veio vindo, se aproximando, passando, literalmente passeando entre a ração e os pães, até que chegou bem perto do meu pão e sugou. Foi o tempo de eu pensar em fisgar e o peixe já estava estucando a linha.

Briguei com esse exemplar mais de 20 minutos. Ele chegou na margem duas vezes. Chegou a colocar o rabo inteiro fora da água e foi aí que percebemos que era realmente um gigante, um Tambacu que facilmente chegava nos 40 kilos. A adrenalina tomou conta de mim e o Júnior que já estava impaciente com o passaguá na mão, mas o peixe não se rendia, chegava perto da margem, rebojava e voltava a ir para o meio do lago. Até que em uma dessas corridas, a linha estourou. Isso porque estávamos com líder de linha 0,50mm.

Decepção total, mas que durou pouco, pois quando chegamos no deck novamente, vimo muitos outros grandes exemplares comendo. Montamos novamente nossos conjuntos, agora coloquei um anzol 12146 da MS 7/0. Iscamos o pão e esperamos...

esperei o melhor momento, tinha uns 4 tambacus comendo a ração, isso a uns 10...15 metros da margem. Arremessei o pão bem no meio deles. Foi o tempo do pão cair na água e um deles se virou e nadou até o pão o abocanhando sem dó. Fisguei e senti a pressão do peixe puxando a linha da carretilha.