Rio São Benedito III – Nossa equipe e os Jaús gigantes do Rio São Benedito


Local: Rio São Benedito – Alta Floresta – MT Data: 13 a 19 de novembro de 2009

Olá amigos!

Nesta terceira parte de nossa pescaria no Rio São Benedito, vamos mostrar a grande pescaria de peixes de couro como o Jaú. Usamos equipamentos pesados como por exemplo a Vara Yamato maciça de 70lbs com carretilha Argus 600 e Linha mono Super Raiglon 0,91mm. Em outros equipamentos como a Vara Century Triforce de 1,90mts de 120lbs, Carretilha Marine Sports Black Max 50 e Linha Max Force 0,92mm de 200lbs. Um terceiro equipamento e mais leve deles era uma Vara maciça da Yamato de 60lbs com Carretilha Magna 5000 com linha Max Force 0,74mm.

A pesca desses grandes peixes de couro não é tão cansativa aqui no Rio São Benedito, onde a espera é rápida devido as muitas ações durante o dia. Em outros rios é capaz de você ficar esperando horas até ter uma ação, mas aqui é ação o tempo todo. Tiramos bons peixes, mas perdemos muitos peixes também, muitas linhas estouradas, anzois abertos, carretilhas sem linhas entre outras coisas. A fisgada é bruta e uma linha de 200lbs 0,92mm em uma frecção travada parece não fazer diferença para o peixe que puxa os 100mts de linha sem esforço.

Várias coisas aconteceram nesta semana e vou relatando no decorrer da matéria. Lembrando que estaremos fechando um grupo para pescar com nossa equipe na Pousada São Benedito em Junho de 2009. Vamos começar com o Sr Adimir que fisgou um belo exemplar usando como isca um pedaço de Corvina. Esse peixe foi fisgado com a Carretilha Magna 5000, linha 0,74 e uma vara da Yamato, vara esta que deve custar hoje no máximo uns R$50,00, fibra de vidro maciça. O nosso barco estava bem próximo ao barco deles no momento que a vara envergou. Vocês não imaginam a dificuldade de conseguir tirar a vara do suporte. A força desse bicho é inacreditável. Esse peixe desceu o rio uns 400mts brigando com o sr. Adimir. E o Júnior levou um baile do peixe para conseguir tira-lo da água. O jaú você não pode segurar pela nadadeira como a pirarara, pois ele é muito liso e isso dificulta muito. O jeito mais fácil é segura-lo pela boca com a luva.

E depois de uns bons e demorados minutos o troféu foi para a foto. Um bonito exemplar de Jaú com aproximadamente 35kg.

Na sequencia foi a vez do Júnior que engatou outro belo exmeplar nas corredeiras. Esse peixe deu trabalho na vara de 100lbs com linha 0,91mm. Ele desceu o rio a favor da corredeira tomando linha e depois subiu brigando metro a metro com o Júnior. Mas depois de vários minutos cansativos outro belo exemplar com um pouco mais de 25kg. Novamente, o momento mais gratificante é poder soltar o peixe e ve-lo nadando livremente. Eu estava com uma Vara maciça da Yamato para carretilhas e uma Argus 600 com 100mts de linha 0,91mm da Raiglon.

A vara estava no suporte do barco na cabeceira de uma corredeira e de repente a vara enverga com tudo e um tomada rápida de linha foi o suficiente para eu não conseguir tirar a vara do suporte e a linha estourou. Em outro momento eu estava com a vara em punho quando fisguei. O peixe levou a linha muito rápido, e pense que a fricção estava quase travada. Eu estava sentado na cadeira do meio no barco e o peixe puxou a linha para frente, quando percebi que a linha iria acabar eu apenas apoiei o cabo da vara entre as pernas e segurei a vara com as duas mãos. Não deu tempo nem de pensar e muito menos de soltar o barco, foi muito rápido. A linha chegou ao fim e eu levei um tranco que voei da cadeira até as costas do Felipe e parei no chão do barco. A sorte foi que nesse momento a linha estourou e o Felipe segurou a vara. Por isso que eu disse que aqui a brincadeira é bruta. E esse tipo de coisa aconteceu várias vezes com todos nós. Leve em consideração que no Rio São Benedito tem Pirararas até 90kg e Jaús que chegam a 110kg.

Com o mesmo equipamento eu fisguei um belo jaú que por coincidência quando eu fisguei o peixe, sem querer o barco se soltou da árvore e automaticamente o peixe começo a puxar o barco. E depois o piloteiro ligou o motor indo em busca do gigante. A briga foi demais. A sensação de ter um monstro desses na ponta da linha é algo inexplicável. A mesma força contra você por mais de 20, 30, e até 40 minutos é exaustiva. O cansaço bate forte, mas a recompensa é demais quando você o bicho rebojando na superfície no final da briga e a sensação de vitória quando o mesmo é embarcado. Um belo Jaú de aproximadamente 35kg. A isca foi um pequeno pedaço de Piau. Um outro ponto de pesca bem perto da pousada é a grande corredeira. Descemos do barco em um ponto específico, andamos por uma trilha por uns 15 minutos, atravessamos uma pequeno riacho com a água pelo joelho até chegarmos na cabeceira desta corredeira em um ótimo ponto de pesca.

O ideal aqui é você arremessar em cima da corredeira para a isca cair no poção logo depois da queda. É ali que o bicho fica. Em todos os ponto do Rio São Benedito, como as águas são muito fortes, você só vai pegar um peixe se sua linha enroscar. É isso mesmo, o Jaú só vai atacar se sua isca estiver parada no fundo do rio, ou seja, você arrmessa e espera a linha passar por uma pedra e ficar enroscada. Assim, o peixe ataca e automaticamente a sua linha sai da pedra e você briga com o peixe.

Nesse ponto em que vamos mostrar as águas são muito mais bravas que no restante do rio e é até difícil fazer a linha enroscar bem na queda, mas se ali ficar é peixe na certa. O peixe puxou forte, ameaçou descer o rio, puxando linha, mas voltou para a queda e se entocou atrás da caída da água e nada do peixe sair de lá. Nosso guia, o Leandro que também é proprietário da Pousada São Benedito fez o mais improvável. Pediu para o Felipe segurar a linha, abriu o carretel e com o equipamento em punho deu a volta pelo riacho, atravessou as pedras e por cima da cachoeira foi até o ponto em que o peixe estava, o Felipe soltou a linha e ele recolheu até estica-la. depois de muito forçar na posição contrária ao peixe, o peixe saiu da toca e a briga continuou com o Leandro.

Imaginem brigar com um peixe desses em uma água brava desse jeito e você totalmente vulnerável em cima da cachoeira…. Nesse meio tempo o Felipe também se encaminhou até onde o Leandro estava. Com muita dificuldade ele conseguiu chegar lá. Uma queda ali seria fatal. Assim que o Felipe chegou, assumiu a briga ali de cima mesmo. Depois que o peixe se demonstrou cansado, o leandro desce um pouco mais na corredeira até bem próximo da última queda e ali conseguiu segurar o gigante.

O difícil foi trazer o peixe para um local seguro que era onde estávamos a princípio. Eles tiveram que trazer o peixe no braço, o Felipe passou para o lado de baixo com o equipamento e o leandro soltou o peixe no poço. A sorte é que o peixe nadou pela correnteza e o Felipe só o guiou até a praia de pedras onde foi fácil coloca-lo em terra firme, tirar o anzol e as fotos e depois solta-lo. Esse peixe não seria retirado da água se não fosse o conhecimento e a coragem de nosso guia Leandro que teve uma parcela muito grande neste peixe. E mais uma vez a soltura do peixe é um dos melhores momentos da pescaria. E foi isso, muitos gigantes, muitas linhas estouradas, muitas fricção travadas, muita adrenalina no Rio São Benedito. Isso sem falar nas dezenas de fisgadas perdidas.