Canavieiras - BA


Local: Canavieiras - BA Data: 3 e 4 de Fevereiro de 2009.

Olá!

Para quem me conhece sabe que eu nunca fui fã de pescaria em mar, aliás, nunca tive vontade de experimentar uma pescaria em alto-mar, mas isto começou a mudar depois que li vários relatos de pesca dos grandes capitães Tuba e Mauro. As fotos lindas do local, os peixes esportivos e os relatos emocionantes começaram a despertar uma vontade muito grande de conhecer o local porém, depois de vários relatos, fotos e peixes fantásticos fiquei com tanta vontade que cancelei uma reserva num pesqueiro em SP e decidi que iria de qualquer forma, mesmo que sozinho. Liguei para o Mauro do Bahia Pesca Esportiva e consegui uma reserva para dois dias de pescaria, até este momento estava indo sozinho. No mesmo momento reservei o avião e comecei a contar os minutos.

Para quem não conhece Canavieiras, aqui vai um pouco de história. Portugueses à procura de terras férteis, na primeira década do século XVIII, se instalaram em local denominado por Puxim. Expulsos pelos índios que ali se encontravam estes portugueses migraram para a foz do Rio Pardo onde hoje se encontra a sede do Município. A fertilidade das terras ensejou o cultivo da cana-de-açúcar, que alcançou grande desenvolvimento, principalmente nas propriedades da família Vieira. Foi devido a esse fato, acredita-se, que a localidade passou a ser conhecida pela denominação de Canavieiras, nome que conserva até hoje. Foi ali que em 1746 Antônio Dias Ribeiro plantou, na Bahia, as primeiras sementes de cacau nas margens do rio Pardo. Canavieiras é um município brasileiro do estado da Bahia, criado com território desmembrado de Ilhéus. Sua população estimada em 2008 era de aproximadamente 36.911 habitantes. (Texto extraído da Wikipédia e da publicação em três volumes, CIDADES DO CACAU, da CEPLAC, Ilhéus, Bahia, 1982)

Faltando menos de duas semanas para a pescaria, contei para o meu pai que ia para a Bahia atrás dos Marlins. Como ele mantém uma coleção de revistas de pesca, vasculhei tudo e li várias reportagens sobre o local ou sobre pescarias no mar. Claro que meu pai ficou com vontade e, para ajudar mais ainda, a passagem havia caído de preço e estava uns 40% mais barato do que eu havia pago uns dois dias atrás. Apesar de eu ter ficado p... da vida de ter pago mais caro aquilo era uma oportunidade para meu pai ir e gastar menos. Na quarta-feira anterior a viagem, meu pai ligou dizendo que iria comigo e que eu poderia comprar a passagem. Por sorte comprei a última passagem no voo que eu havia escolhido (o único sem escalas de SP para Ilhéus). Estava muito contente não só por ir até Canavieiras, mas por ter mais uma vez a oportunidade de pescar com quem me ensinou a amar a pesca desde pequeno quando ainda pescava tilápias na represa Billings, meu pai. Como um bom marinheiro de primeira viagem, liguei várias vezes para o Mauro. Ele foi super atencioso em todas às vezes – show!!! Também tinha a preocupação de passar mal, pois nunca havia pescado em mar. Entrei em vários fóruns e procurei algum tópico onde isto tivesse sido discutido. Encontrei um tópico onde discutiam qual remédio era melhor. Fiz uma lista de uns seis ou sete nomes diferentes e levei para minha esposa que é farmacêutica. Claro que tive que ouvir que não era correto auto-medicação, mas mesmo com a bronca resolvi que tinha que tomar algo. Escolhi o remédio e não pensei duas vezes.

No Domingo preparei minha mala, mas algo estava diferente. Sempre fui acostumado a viajar e levar mais de 12 quilos só de equipamento (fora o tubo de pesca) e sempre tive problema de excesso de bagagem. Desta vez não precisaria levar nada além da roupa. Que mordomia!!!

Na Segunda ao meio-dia chegamos em Ilhéus e o Mauro já havia mandado uma pessoa para nos buscar no aeroporto. A ida até Canavieiras é rápida e o caminho de 110 quilômetros passa rápido. Eu imaginava que encontraria uma estrada cheia de buracos, mas que nada, a estrada até Canavieiras é melhor que boa parte das estradas de SP. Chegando ao local fomos até a pousada do Alex (Frederic Pousada), lugar simples, mas muito aconchegante e de ótimo atendimento. Deixamos nossas coisas e já fomos para o famoso restaurante da Zezé. O Mauro estava lá e almoçamos juntos. Provei o famoso camarão no alho e óleo – que saudade, fico com água na boca só de lembrar. A comida é tão boa que precisaria ficar lá uns 15 dias só para provar um prato de cada uma das opções.

A arquitetura das casas de Canavieiras é fantástica. A cidade está bem conservada e com vários casarões antigos restaurados. Conversando com o Mauro sobre o que gostaríamos de fazer nos dois dias de pescaria, ele disse que os Marlins não estavam saindo naqueles dias. Sugeriu que tentássemos algo diferente, um pouco de cada “técnica” já que eu nunca havia pescado no mar. Sugestão aceita, agora era aguardar até a terça-feira.

Levantamos cedo e às 7h:00min da manhã encontramos o grande Tuba já nos esperando na lancha Tone Maí. Nos apresentamos e logo saímos para o primeiro dia de pescaria. Vejam esta foto da primeira saída. A pescaria prometia!

Depois de atravessar todo o rio e entrarmos no mar, paramos rapidamente e logo começamos com a pescar na superfície. Não demorou muito para entrar um olhudo ou xaréu. Passado algum tempo resolvemos corricar. Não demorou muito para entrar uma cavala. Mais um tempo e o Tuba sugeriu tentarmos um pouco de jig. Logo que paramos percebi que meu pai, que tinha tomado dois Dramins, estava pálido e suando. Apesar de já ter pescado 3 vezes aqui em SP com pequenos barcos normalmente de madeira, fazia mais de 20 anos que ele não ia para o mar. O Tuba com toda a sua experiência e vendo que logo o bichinho iria cevar o mar ou pior, a lancha, recolheu logo o equipamento e mudou novamente para corrico. Não demorou muito para ele melhorar e tirar um Atum.

Agora novamente eu com outra bichona, uma barracuda. Vejam a seqüência de belas fotos tiradas pelo Tuba. No final do dia meu pai ainda tirou outro na superfície (o Tuba ainda perdeu uns três ataques sendo que um deles deveria ser um baita peixe). Quem já pescou com o Tuba deve ter ficado impressionado com a distância que ele manda a artificial. Para aqueles que participam de campeonato de arremesso em distância fica aqui a sugestão para chamarem o Tuba.

Neste dia pegamos vários outros peixes menores ou do mesmo tamanho destes aqui. O dia foi muito produtivo e nos deixou muito satisfeitos com o local, profissionalismo e atendimento.

No segundo dia resolvi turbinar o velho logo cedo e mandei um Strugeron para ele no café da manhã. Saímos para pescar e tentamos uma superfície mas não conseguimos nada. Mudamos para o corrico e meu pai logo tirou duas cavalas. A cabeça vermelha da Rapala estava matando a pau neste dia. Voltamos a corricar e uma das varas cantou alto e forte. A tomada de linha era muito maior do que dos peixes anteriores. A briga foi grande (como disse o Zé que é o ajudante do Tuba, o peixe na Bahia toma vitamina) e depois de uns 20 minutos conseguimos tirar a Cavala Wahoo da água. Este peixe também é conhecido por Cavala Aipim devido a cor da sua carne ser branca como o Aipim.Corricanco mais um pouco, o Tuba resolveu parar perto de um barco pesqueiro pois a sonda indica muito peixe no local. E começamos a jiggar. Logo tiramos dois bichões. Meu pai com uma Pitangola e outros peixes.

Posso garantir que minha primeira experiência no mar foi inesquecível. Fica agora a contagem regressiva para voltar para Canavieiras e pescar com o Tuba atrás dos grandes Marlins e, por que não, alguns robalos já que a região é ótima.

Fiquei impressionado com a competência, assistência e conhecimento do Tuba e do Zé. Posso garantir que nunca fui tão bem tratado numa pescaria como fui nesta. O atendimento foi de primeira, nota 1000. Também fiquei espantado com os equipamentos e posso garantir que qualquer um que vá pescar em Canavieiras com o Tuba e o Mauro não irá se arrepender, aliás, ficará louco para voltar novamente! Além disto tem o fato de que o Tuba além de pilotar, pescar, entender de equipamentos, etc. ainda tira lindas fotos (boa parte destas fotos são do Tuba).

Espero ter deixado inexperientes ou até mesmo experientes com água na boca e uma vontade maluca de fazer uma pescaria destas num local maravilhoso e com profissionais do mais alto gabarito.

Abraços e até a próxima.

Kleverson Batistela

Agradecimentos Bahia Pesca Esportiva Tel.: (0xx73) 3284-1153 Cel.: (0xx73) 9988-4949

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