Fishingtur Selvagem – Uma aventura nos rios Aracá e Demeni


Fishingtur Selvagem - Aventura e Adrenalina pura, nos “cafundó” do Amazonas, atrás dos grandes Tucunarés – Parte I.

Local: Rios Demeni e Aracá – Barcelos (AM)

Olá amigos,

Gostaria de iniciar dizendo que é com enorme satisfação e orgulho que escrevo mais essa matéria aos leitores do nosso site de mais uma aventura de nossa equipe na magnífica região Amazônica. Nossa meta seria em fazer uma pescaria nos Rios Demeni e Aracá. Como todas as pescarias na região, ela se inicia bem antes da data da viagem, visto a necessidade de preparação de toda a logística que uma aventura selvagem requer em um local exuberante, mas inóspito e perigoso e desde os guias, embarcações, combustível, alimentação, bebidas e toda a infraestrutura necessária deve ser cuidadosamente analisada e checada mês-a-mês para que dias antes da viagem tudo esteja planejado e 100% adequado.

Assim, nossa aventura se iniciou ainda no mês de Fevereiro com aquisição das passagens aéreas e definição dos participantes que foram (eu) Silvio Leme e o amigo Anderson.

O primeiro obstáculo logo apareceu por não conseguirmos passagens áreas de Manaus para Barcelos que seria o nosso ponto de partida para pescaria. Motivo simples, a Cia aérea que atende a região deixou de operar. Diante disso, conversei com muitos amigos que sempre viajam para a região, mas não conseguimos as 2 vagas necessárias em voos fretados, até conseguimos, mas as datas de ida e volta não se encaixavam com a nossa logística. Decidimos então partir para outras opções que seria fazer esse trajeto de Barco e tínhamos 2 opções uma sendo de 36 horas de viagem e outra em 12 horas em uma lancha “rápida” que sai do Porto de São Raimundo em Manaus. Claro que optamos pela lancha “rápida” que na verdade parece mais com um grande ônibus que comporta aproximadamente 150 pessoas, tem um relativo conforto e na falta e/ou impossibilidade do aéreo trata-se de boa opção.

Chegamos a Barcelos durante a madrugada, mas acreditem lá estava o meu grande amigo Dino, que é sempre o anfitrião de nossas aventuras e tem um conhecimento ímpar da região. Nossa partida seria imediata, mas enfrentamos mais um contratempo como o barco “mãe” que nos levaria rio acima até os melhores pontos de pesca. Situação novamente contornada e seguimos a nossa viagem durante uma tarde e toda a noite e na manhã seguinte, saímos cedo da cama e finalmente depois de 8 meses de preparação partimos para iniciar de fato a nossa pescaria.

Decidimos não iniciar a pescaria nos lagos que são os locais mais propícios para os Tucunarés e fomos “bater isca” nas praias à margem do Rio e lá já estavam os “meninos” para abrir os trabalhos!!!

Apesar de alguns peixes no Rio decidimos por entrar em um dos lagos, mas o Rio até este momento estava baixo e a “cana” do Rio para o Lago praticamente sem água e em alguns pontos isto significa ter que arrastar o barco, mas nesse tipo de aventura isso é comum e até gratificante e lá fomos nós.

Após 40 minutos…. estávamos dentro do Lago e trabalhando uma isca Zig Zara (das iscas Nelson Nakamura) escuto a primeira grande pancada POOOOWWWWW…. , confirmo a fisgada, peixe tomando linha de forma desesperada e escuto o amigo Dino dizer, é peixe bom e rapidamente ele tirou o barco para o meio do lago para termos uma “briga” mais limpa e quando o Tucunaré pranchou na borda do barco, lá estávamos nós com um dos brutos na ponta da linha e nos braços. Era o primeiro dos que gostamos carinhosamente de chamar de TucunossauroREX e tomei até um Jab na hora das fotos, vejam abaixo!!!

Fato curioso é que os peixes estavam seguindo a isca, mas atacando muito pouco e entramos em uma maré de azar, visto que, ao menos uns 4 bons peixes foram fisgados, mas acabaram escapando o que costumeiramente não é normal, mas faz parte da pescaria. Assim, depois de 2 horas no lago decidimos retornar para o Rio e continuar a viagem e pescaria Rio acima, que até rendeu bons frutos durante a tarde!!!

Navegar é preciso e com uma paisagem e por do Sol deste é simplesmente divino. Um colírio para os olhos e um “reset” para nossa mente. Bom demais!!!

Finalzinho de tarde inicio da noite e o Dino nos convida para tentarmos uns peixes de Couro e apesar do cansaço aceitamos de bate-pronto e olha aí a “folga” do Anderson.

Equipamentos pesados na água sendo varas de 80 libras e Carretilhas da Abu Garcia e as Penn dos amigos da Penn Raíba Carretilhas ambas comportando 120 metros de linha 0.92 mm. Pescaria iniciada, equipamento na mão, uma boa conversa com os amigos, noite caindo pra valer quando de repente o equipamento que eu estava utilizando começa a baixar lentamente e não tive duvidas fui acompanhando até a ponta da vara chegar bem perto da água e fisgada nele, ou melhor nela e o contra-ataque foi imediato e em um trabalho de equipe, Dino solta rapidamente o Barco e liga o motor e nesse momento o melhor é travar a linha com o dedo e tentar “rebocar” o peixe para termos uma briga mais limpa no meio do Rio. Depois de umas 3 longas corridas quem estava em nossos braços???? Ela mesmo a Pirarara capturada em seu habitat… Show e digno de nota 10!!!

Claro, uma baita alegria do pescador aqui e após a soltura desse peixe partimos para o barco “mãe” para o jantar e um merecido descanso. E por falar em Jantar, vejam abaixo como funciona. Nós não temos cozinheira, assim, todos têm que cozinhar e nesta noite o cozinheiro de plantão foi o Dino que preparou um excelente caldinho com as sobras dos peixes que utilizamos para isca dos peixes de couro (aqui (lá) nada se perde) e o barco estava navegando e para o caldeirão não cair é amarrado com corda. Sensacional e o sabor amigos não têm como expressar!!!

Manhã seguinte e fomos logo desbravar outro lago de “varação” e já no boca do lago alguns arremessos.

E olha o que encontramos nadando tranquilamente logo na entrada.

Começamos a mandar iscas para todos os lados e alguns Tucunarés de menor porte, foram aparecendo e a isca mais produtiva até então estava sendo a Prima Gold da Zagaia que trabalha na sub-superfície e é bem produtiva.

Nessas aventuras, normalmente não retornarmos ao barco “mãe” para almoçar, quase sempre realizamos um assado de peixe, ou um bom Sashimi e muitas vezes colocamos em ação os petiscos (salame, provolone…). O motivo é bem simples, além de ganharmos tempo na pescaria, pode-se aproveitar e contemplar muito mais o local…. E por falar em Sashimi neste dia ele foi o escolhido e pelas fotos vocês já conseguem imaginar como estava bom, não é mesmo???

Após esse magnífico Sashimi, mudei de isca e passei a utilizar novamente uma Zig Zara das Iscas Nelson Nakamura cor osso com arremessos longos (30 a 40 metros) e bem rentes à margem e aos troncos caídos, locais que normalmente os Tucunarés gostam de ficar para se alimentarem e com essa técnica, mas um belo Tucunaré apareceu para ser clicado por nossa câmera.

Na sequencia foi à vez do Anderson engatar mais um belo Tucunaré, entretanto, esse foi fisgado dentro de uma galhada daquelas e quase que o amigo Dino te