Kalua Barco Hotel – Um verdadeiro hotel nas águas do Rio Negro


Local: Barcelos – Santa Isabel do Rio Negro – Amazonas – BR Data: 05 a 11 de Outubro de 2014

Kalua Barco Hotel – Um verdadeiro hotel navegante.

Olá Amigos!

A Equipe Fishingtur foi convidada pelos amigos Ian e Otavio para fazer parte de um grupo de pescadores em uma aventura nas águas do Rio Negro, e lógico, prontamente aceitamos. Começamos então a correria em busca dos patrocínios das iscas, passagens, equipamentos e dias antes da viagem, tudo estava pronto. Nos restava agora apenas esperar nosso voo. Nosso amigo Klebinho do Pesqueiro Fazenda Paraná nos patrocinou a passagem ida e volta, de de São Paulo a Manaus. O Fernando da Fishing Master limpou nossas carretilhas e colocou o freio Carbontex para termos mais segurança na briga com os grandes Tucunas. Nesta pescaria testamos as novas varas da AquaRod, assim como a carretilha Revo STX da Abu Garcia. Tivemos o prazer de receber muitas iscas da Zagaia Lures de nosso amigo Marcel, ótimas iscas da Yara Iscas com o Vinícius, os fabulosos Jigs da Extreme Jigs de nosso amigo Flávio. E as tradicionais iscas Nakamura.

Malas prontas, equipamentos, roupas, agora era só esperar nosso voo em Guarulhos e partir para Manaus. Nesta aventura, partimos eu(Marcio David) e o Gilberto Chudi Jr. Fizemos um voo tranquilo, chegando no Aeroporto Eduardo Gomes em Manaus por volta da 1h da manhã. Pegamos um taxi e rapidamente já estávamos no Aeroporto “Eduardinho”, onde ficamos esperando até as 6h da manhã, o Otávio e o grupo chegarem. Conforme o combinado, chegaram e ficamos conhecendo todo o grupo, que veio boa parte de Goiânia, Brasília e de Araçatuba. Um grupo de amigos que há anos fazem pescarias como essa. Conhecemos também a esposa do Otávio, a Nelma, que também nos acompanhou nesta viagem. Check-in feito e logo estávamos voando no ATR da MAP, e em 1:10h estávamos pousando em Barcelos, onde iríamos encontrar o Kalua Barco Hotel.

Kalua Barco Hotel

•85 pés (26 m x 5,80 m) – Calado máx de 1,20 m •08 suítes climatizadas com WC privativo •Restaurante •Sala de convivência e Solarium •09 voadeiras – motor 30 hp + elétrico •Capacidade para 16 pescadores •Ar condicionado em todas as dependências

Características:

•Motor Scania de 420 HP V8 e 02 geradores •Tv e telefone via satélite, dvd, som, gps, •Radar, sonar Furuno e 03 holofotes •Barco de apoio para armazenar os mantimentos, combustível e acomodar a tripulação.

O Kalua conta com uma ótima e eficiente tripulação: Comandante. Prático, Taifeiro, Aux. Taifeiro, Marinheiro de máquinas, Marinheiro de Convés, Camareira e Cozinheira. O Barco Tempestade(apoio) trabalha com: Capitão, Gerente de Coordenação, Mecânico e 08 Guias locais (Piloteiros). A equipe do Kalua foi formada por quatro grandes pescadores, os quais hoje, tenho o privilégio de chamar de grandes amigos. São eles os responsáveis pela trajetória e crescimento do Kalua:

Ian-Arthur de Sulocki Heptacampeão carioca de pesca de praia, Campeão Brasileiro de Clubes em Ilhéus pelo mesmo clube, Bi-Campeão Brasileiro de Seleções em Florianópolis e vencedor de campeonatos no Estado do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Ian Ministra os cursos de pesca de praia e de pesca com iscas artificiais. Colaborador da Revista Pesca, da Revista Náutica e Voyages de Pêche (França). Consultor do PNDPA-IBAMA desde 1999. Representante do Brasil junto à International Game Fish Association – IGFA. Organiza viagens de pesca para várias regiões brasileiras, conhece todos os rios com atividade pesqueira no Amazonas.

Alexandre Arruda Amante da pesca esportiva e da natureza, fluente em inglês, espanhol e com grande experiência na área do turismo, já tendo trabalhado como guia de turismo e em agências de viagens no Rio de Janeiro. Atualmente morando em Barcelos, Alexandre coordena a manutenção e abastecimento do Kalua e, dentre outras coisas, responsável pelo receptivo dos passageiros do Barco Hotel Kalua e um conhecedor s diversos locais de pesca nos rios do Amazonas.

Otávio Chaves Astrônomo aposentado, pescador amador esportivo a mais de 40 anos, atualmente integrando a equipe do Kalua Barco Hotel na Gerência de Relacionamento, Otávio forma o grupo de apoio a partir do Rio de Janeiro. Responsável pelas consultas, reservas, gerenciamento financeiro, contato com os clientes e apoio de posicionamento semanal das atividades a bordo junto ao Kalua. Ao longo da temporada coordena e acompanha os grupos embarcados.

Edmilson Larai Capitão de embarcação, integrando a Equipe do Kalua Barco Hotel desde o inicio das operações na Gerência de logística e roteiros de pesca, Edmilson além de pescador é um grande conhecedor de grande parte da Amazônia, em especial o Rio Negro e seus afluentes. Responsável pelas delegações aos funcionários, das embarcações de apoio, manutenção e guias que são escalados para acompanhar os clientes Kalua ao longo da temporada.

Contatos:

OTÁVIO CHAVES +55 (21) 2234-1119 / (21) 9632-6252 otavio@kaluapesca.com.br

IAN-ARTHUR DE SULOCKI +55 (92) 8199-0641 / (92) 9192-0714 ian@kaluapesca.com.br

ALEXANDRE ARRUDA (MEGA) +55 (92) 9305-6770 alexandre@kaluapesca.com.br

Por volta das 9h já estávamos embarcados. Eu e o Júnior seguimos para nossa cabine onde arrumamos nossas roupas e aproveitamos para tomar um banho e dormir um pouco, afinal nossa noite no aeroporto tinha sido longa. Acordamos na hora do almoço e fomos surpreendidos por uma comidinha caseira e muito saborosa. Fizemos uma boa refeição em companhia de dois amigos pescadores do grupo, o Cirilo e o Natal.

Depois do almoço, nos juntamos no andar de cima aos outros pescadores do grupo e começamos a arrumar as tralhas, enquanto o Kalua deslizava nas escuras águas do Rio Negro.

As 15h, fomos avisados que já poderíamos partir para nossa pescaria. O nosso guia nesta semana seria o Orlando, morador de uma comunidade local e grande conhecedor de cada cantinho daquele rio. Eu comecei a pescaria usando três conjuntos, com três novas varas da Aqua Rod de 14, 17 e 20 libras, com tamanhos de 5’3”, 5’6” e 6’0” respectivamente, com carretilhas Scorpion 1001 e Chronarch D7 da Shimano e a carretilha Revo STX da Abu Garcia. Todas as carretilhas foram abastecidas com multifilamento 65 libras, 8 fios e snap. Em apenas um conjunto eu fiz um líder de 80 libras de aproximadamente 50cm, para pescar com as hélices. Assim que entramos na voadeira, o Orlando nos disse que seria dia de pegar os grandes. Eu olhei para o Júnior e o sorriso em nossos rostos foi inevitável. O Júnior começou os pinchos com a zara Trairão, isca muito eficiente e barulhenta. Eu comecei com a ZigZara Nakamura. Menos de 10 minutos depois e sem ação, peguei meu segundo equipamento que estava com a Popper Titam 37g da Zagaia e no terceiro arremesso, na segunda trabalhada da isca, uma explosão fez a perna tremer. Fisgada certeira e peixe na ponta da linha. Um valente Tucunaré Paca. Esse peixe bateu na ponta de uma ilha e correu prá fora, briguei tranquilo e sem medo dele ir para as galhadas. Estava aberta a nossa aventura de Barcelos a Santa Isabel.

O Júnior, testando as novas iscas e equipamentos, fez alguns arremessos com a Zig Zara 110 do Nakamura e fisgou mais um paquinha. Agora sim, com um peixe fisgado cada um o peso da viagem já tinha ido embora, e nossa aventura só estava começando.

Nosso guia Orlando parou na boca de um grande remanso, com muitas estruturas e a água invadindo os troncos e árvores. Nesse momento começou a chover bem de leve, e ele nos disse que ali era lugar de peixe grande. Fizemos dezenas de arremessos com diversas iscas. Eu inclusive, me arrisquei com a hélice Devassa da Yara iscas e o Júnior voltou para a Trairão. Em meio a uma das galhadas um rebojo atrás da minha hélice nos alertou. O Júnior acertou o trairão bem dentro da galhada e veio trabalhando rapidamente e a explosão foi certeira fazendo desaparecer a isca e tomando metros e metros de linha do carretel.

Nosso guia prontamente gritou para soltar a linha e não travar. Pediu prá deixar o peixe correr. Depois disso encostou o barco e com o remo foi puxando a linha por baixo de galhos, puxa daqui, dalí, até que ele pulou na água e vou prá dentro do mato. Nos pediu o alicate e minutos depois voltou com o grande Tucunaré nas mãos. Um gigante para nos alegrar nesta tarde chuvosa. Mais de 90% deste peixe devemos ao Orlando, pela agilidade, paciência e conhecimento.

Pouco tempo depois o Júnior me pediu a isca nova do Nakamura, a Zaracaré 120 e nos primeiros arremessos mais uma explosão, mas agora ele travou o dedo no carretel e conseguiu segurar um pouco mais o peixe. Era mais um bonito Tucunaré Paca. Nossa pescaria não poderia ter começado melhor.

A chuva estava castigando mas a vontade de pescar era maior. O Júnior continuou com a Zaracaré e eu fiquei com o Popper Quimeirinha da Yara. Mais três exemplares para as lentes do Fishingtur.

Nossos amigos que estavam no Kalua também fizeram uma boa pescaria nesta primeira tarde, com destaque ao Rogério, Fabiano, Hugo, Wendel e Pereira.