Os gigantes da Argentina, um sonho realizado chamado Ita Ibaté


Olá amigos do Fishingtur, venho relatar a vocês uma magnífica pescaria que fiz em um dos melhores e mais piscosos lugares para se pescar que já estive. Onde com toda certeza é o sonho de muitos pescadores esportivos. Nada mais nada menos que a famosa ARGENTINA.

Nessa viajem, contei com a companhia de meu pai (Jairo ), que sem dúvida serei grato pelo resto da minha vida por esse presente, e de quebra ainda meus 2 tios, Jadir e Lau, que foram para acompanhar e passear um pouco pelas terras dos Hermanos.

Antes da pescaria, vou relatar a vocês um roteiro diferente que optamos, pois nossa viajem foi feita um pouco diferente do costumeiro. Então saindo do aeroporto de Guarulhos, por volta das 11:40 pm, viajamos tranquilamente por cerca de 1 hora para chegar até Foz do Iguaçu, ainda no Brasil, pegamos um táxi e atravessamos a fronteira. Já com nossa migração toda certa, rumamos para a cidade de Puerto Iguazu, onde se localizava uma rodoviária. Ao chegar, pesquisamos algumas companhias que faziam o trajeto que precisávamos, e então contratamos a companhia Cruzeiro del Norte onde disponibiliza ônibus leito, com 2 andares, ar condicionado e até lanche durante a viajem. Este ônibus nos deixaria em uma cidade chamada Posadas a aproximadamente 350 km de Puerto Iguazu, onde tínhamos programado nosso almoço. E após o almoço, contratamos uma companhia de turismo que faria um citytour e depois nos deixaria em Ita Ibaté onde seria feita nossa pescaria. Sem sombra de duvidas, nosso roteiro foi um pouco aventureiro, mas como não tínhamos pressa para chegar na pousada, resolvemos então mostrar a vocês um diferente e muito mais barato roteiro para ir pra Argentina, visto que a maioria contrata um translado que pega o cliente no aeroporto de Foz e leva até a porta da pousada, por um preço de aproximadamente R$ 2.700,00. Optamos por fazer esse trajeto por conta própria, e no ônibus que pegamos, pagamos R$50,00 por pessoa, e mais uns R$ 70,00 por pessoa do transfer de Posadas a Ita Ibaté em um carro normal. Depois de quase um dia de viajem chegamos ao nosso destino, a excelente Pousada CABAÑAS PUERTO PARAÍSO do meu amigo Daniel, localizada na cidade de Ita Ibaté. Depois de um bate papo, já fomos recepcionados por uma excelente janta.

Logo após esta bela janta, chegou nosso guia que nos acompanharia os 4 dias. O Guilherme, um cara excepcional e muito bom piloteiro. Papo vai, papo vem, e a notícia é que a pesca ainda não estava muito boa, pois o rio estava oscilando muito o seu nível e o tempo estava louco, hora muito calor, hora chuva forte e acompanhado de frio e vento, com isso, segundo nosso piloteiro, o peixe fica muito manhoso. Nada iria me desmotivar, e depois de traçarmos nossas estratégias, resolvemos então que pescaríamos em apenas 2 pessoas na lancha, com isso meu pai e meu tio revezariam ao longo dos 4 dias.

Enfim o grande dia chegou, como eu não consegui dormir a noite de tanta ansiedade, por volta das 4h da manhã estava arrumando meus equipamentos, e ajustando os últimos detalhes, e quando o relógio apontava 5:30am, acordei meu tio, que seria o primeiro a pescar, e já fomos tomar um excelente café da manhã, e antes mesmo das 6:20am já estávamos no piscoso Rio Paraná. Por incrível que pareça, já no primeiro dia vimos o porque que o nosso excelente guia falou que seria difícil nossa pescaria, o dia passado estava um sol insuportável, e nesse primeiro dia, pescamos o dia inteiro com o tempo fechado e um forte vento. Mesmo assim conseguimos ainda mostrar alguns peixes, destacando um belo Surubim que meu tio pegou na parte da tarde e um douradinho.

O primeiro dia foi fraquíssimo de peixes, e eu terminei o dia com um pequeno armau e algumas piaparas que não registramos pois estava chovendo. O saldo do dia era desanimador, e as condições do tempo apenas pioravam, mas nada iria me desmotivar. Fui dormir cedo, e antes mesmo das 5.30 am eu já estava de pé pensando no que fazer para melhorar tudo isso. E o segundo dia eu e meu pai fomos para o rio em baixo de chuva e vento novamente.

Mudamos um pouco a técnica, pois como estava variando muito a temperatura seria muito difícil engatar os famosos rei do rio, e então começamos a corricar no leito do rio, onde em alguns lugares tinham aproximadamente 30 metros de profundidade, em busca dos gigantes surubins.Por volta das 10:00 am, recebo uma puxada e uma corrida inacreditável em minha vara, logo fisgo e já vamos para cima do peixe. A briga era a mais pesada possível, o peixe não corria muito, mais era muito pesado, logo nosso guia falou que se fosse um surubim seria muito grande, e então já começou aquela tremedeira nas pernas, após uns 20 minutos de briga, para nossa surpresa, aparece das profundezas uma enorme Jaú, pego incrivelmente no corrico, com uma CUCU branca com cabeça vermelha. Meu sentimento era de indescritível e já logo abracei o gigante e já fomos para a praia fazer muitas fotos com meu PRIMEIRO TROFÉU.

Melhor de tudo, foi devolve-lo para a água com saúde e agradecendo muito por ele ter me proporcionado uma briga muito grande. Após a soltura, até o humor no barco mudou, ai já estavam todos brincando um com o outro, zoando, fazendo aquela bagunça, e claro com as varas na água. E em menos de 10 minutos meu pai recebe uma pancada em sua vara também, porem já no momento da fisgada nosso guia já anuncia que seria mais um armau, e meu pai trabalhou para tirar o bicho, que pelo seu tamanho é bem briguento e já aproveitamos e tiramos uma foto tomando o típico chimarrão.

Após o almoço voltamos com as mais otimistas esperanças, porém o vento e o frio nos castigou, fazendo voltarmos até antes do esperado para a pousada. Infelizmente, nem sempre o tempo nos ajuda na pescaria, porém temos que ser otimistas e nunca desistir, porque quem respeita a natureza praticando o pesque e solte, preservando e tudo mais, sempre é presenteado.

O terceiro dia já começou com um tempo um pouco melhor, e já fomos direto corricar os gigantes argentinos, e logo pela manhã, já na primeira passada, já tomo uma pancada forte, e logo partimos com o barco em cima, é impressionante como na argentina os piloteiros são profissionais e muito bons, em menos de 5 minutos, recolhemos 100 metros de linha e já estávamos em cima do peixe. Essa movimentação da lancha ocorre para que o peixe não de a volta em algumas pedras no fundo do rio. E com nossa briga passando de 30 minutos, o líder já vinha chegando e com ele a apreensão de saber o tamanho do peixe, pois bem na hora da fisgada o Guilherme já gritou: -SURUBÍ SURUBÍ, enrola enrolaa...! Minha Adrenalina já estava a mil, e as pernas já nem sentia mais, até que o gigante argentino vem me presentear.

Que emoção pegar um Surubim desses e pelo rabo, a briga se torna muito mais difícil e longa.

Esse surubim irá ficar marcado por muito tempo em minha mente, pois o que brigou, foi uma coisa inacreditável. Depois de solta-lo, corricamos mais algumas horas, porém sem sucesso e então partimos para a pescaria das famosas BOGAS (piaparas), onde se tem a probabilidade de entrar pacus, piracanjubas, piaus e piraputangas. E logo na primeira descida do milho, já capturo uma linda Piapara.

Após essa captura, a chuva apertou, impossibilitando os registros, e depois de pegarmos umas 4 ou 5 , fomos almoçar.

Na parte da tarde, por estar muito vento, frio e chuva resolvemos então subir o rio, e apoitamos em uma lugar onde a mata quebrava o vento, possibilitando pescarmos bem melhor, e em menos de 10 minutos, já pegamos algumas piaparas, e até uma Piracanjuba foi pega. Destaque para a piapara gigante que nosso guia Guilhermo pegou, uma BOGA em torno de 4kg.

Com a tarde se aproximando, tentamos pescar na rodada com a famosa mamacha, que nada mais é que uma gigantesca tuvira muito usada pelos argentinos, e rodamos um bom pedaço até o peixe segurar minha tuvira e come-la lentamente, eu fui liberando a linha do carretel para não oferecer nenhuma resistência a isca, e logo o peixe sai em disparada com minha mamacha, eu só tive tempo de fechar o carretel e dar uma fisgada forte e seca, e depois de confirmado, Guilherme já grita: -DORADÓN DORADÓN. Meu coração já foi a mil, mas tinha que manter a calma, e quando ele estava a 5 metros do barco, ele deu aquele pulo de rei e mostra ser um dourado na faixa dos 10 kg, após o pulo, ele deu uma arrancada para o fundo e em uma tomada de linha que nunca via nada igual, corta minha linha nas pedras. Meu sentimento era de derrota, e quase chorei ao ver meu troféu indo embora. Após um abraço de Guilherme e do meu tio, resolvemos então ir embora visto que já eram quase 8 horas da noite. Este é um sentimento que todos os pescadores não gostariam de passar, porém faz parte do nosso esporte e aquilo me motivou para o último dia.

Naquela noite nem dormi por conta da perda, e não via a hora de clarear o dia logo para que eu pudesse pescar mais e mais. Com o dia claro, conversei com o Guilherme antes mesmo de sair, e disse que teríamos que fazer de tudo para pegar um DORADÓN, pois apenas essa espécie faltava para que eu pudesse completar minha viajem, e essa excelente matéria.

Guilherme me d