Pescaria e Acampamento em Família, o sonho de qualquer pescador.


Olá amigos!

É um grande prazer pra mim, Luana, estar aqui relatando uma de minhas pescarias. Essa em especial, é uma das que mais gosto. Pescaria e acampamento juntos! A pescaria foi realizada na Represa Perimbó, que fica na cidade de Petrolândia no interior de Santa Catarina.

Pra quem leu meu relato anterior, já sabe, lá contei que acampo com minha família desde criança, na verdade meus avós já acampavam e pescavam lá ha anos. Vou mostrar pra vocês a represa pelos meus olhos. Não é novidade pra ninguém o tanto que amo aquele lugar e vou tentar explicar o porquê. Conheço esse paraíso desde que me conheço por gente, o lugar é grande (180 hectares de água), a água é limpa com uma grande variedade de peixes, abastece a usina hidroelétrica Perimbó, a empresa Klabin (Indústria de papel) faz o reflorestamento com pinheiro americano (Pinus Elliottii) e contribui também com toda a responsabilidade de manter a flora e a fauna em equilíbrio.

É um ponto turístico da cidade e a entrada é liberada para a população acampar e pescar sem qualquer cobrança financeira, apenas com a exigência de cuidados com a natureza. (jogar o lixo nas lixeiras e não deixar fogueiras acesas). Eu (e a maior parte das pessoas) conheço a Represa pelo apelido carinhoso de "campo". Fui saber que não era esse nome há pouco tempo. Foi nele que aprendi a nadar, aprendi a pescar, aprendi a gostar da calmaria e da paz que a natureza nos traz. Lá não tem energia elétrica, não tem água tratada, não tem banheiros nem chuveiros, não tem sinal de telefone, não tem pousada, nem hotel. O sistema é mato mesmo, é primitivo, é a natureza. Longe das mordomias e do conforto da cidade mas ao mesmo tempo muito próximo, pois fica apenas a 10 km da cidade.

No mês de novembro, numa sexta-feira fomos campar lá, meus pais, meu marido, meu tio e eu. Subimos a serra com muita chuva e achamos que nem conseguiríamos chegar na represa, a estrada estava horrível devido ao mau tempo e aos caminhões carregados de toras que descem por ali. Mas chegamos e fomos armar as lonas e montar as barracas mesmo com chuva antes que anoitecesse. Tudo pronto e instalado no conforto de um acampamento, jantamos e fomos preparar as iscas e apetrechos para a pescaria de carpas, que se inicia a noite. Geralmente eu vou pra pescar traíras mas meu tio Tadeu me mostrou a pescaria de carpas que também é encantadora pelos resultados (peixe grande).

Colocamos 10 varas iscadas com massa, no fundo, próximo ao canal do rio. Logo fui dormir e meu tio ficou de guarda, na expectativa, passou a noite e ao amanhecer por volta de umas 6 horas acordo aos gritos dele, chamando por mim, saltei da "cama" e em segundas já estava lá ao seu lado. Uma linda carpa comum (Cyprinus carpio) na linha que brigou bastante, sempre puxando pro fundo e demorou até aparecer pra sessão de fotos. Fez a alegria dos pescadores! Meu tio teve que vir na cidade e voltaria só a noite. Segunda a teoria dele (risos), não adianta jogar as iscas durante o dia pois os peixinhos menores comem toda a isca e as carpas apenas aparecem durante a noite.

Todos saíram para pescar e eu fiquei ali, na frente do nosso acampamento, namorando o local. Acredito que algumas iscas caíram durante a noite e fez um tipo de ceva, pois comecei a perceber movimento na água (grandes movimentos, que na minha cabeça caracterizavam carpas). Contrariando o meu tio, já que eu estava sozinha no barraco mesmo, por volta das 8 horas da manhã, peguei duas varas, isquei e coloquei na água, não tive tempo de ir até o acampamento para buscar uma cadeira quando uma vara envergou, e já estava fisgada. Fiquei com as pernas bambas, tremendo, na mesma hora que firmei a linha, a carpa deu um salto incrível, uma carpa capim (Ctenopharyngodon idella). Desesperada gritei com o meu pai que estava do outro lado da lagoa para vir me ajudar. A briga foi linda, ela veio se exibir 5 vezes, vinha até no barranco e voltava, tomando linha direto, forte, briguenta, até que tempo depois cansou e meu pai pegou ela com o passaguá.

Fora da água era ainda maior. Eu ainda estava tremendo, emocionada, minha primeira carpa assim, gigante, monstruosa... mais de 20 lbs! E a grandona pousou comigo pra sessão de fotos! Cinco minutos depois a outra vara que estava na água teve sua chance, mas logo o peixe foi pro enrosco e arrebentou a linha (pior sensação é perder um peixe assim) e passou o dia sem mais ações.

Meu tio voltou ao acampamento a noite, iscamos e colocamos as linhas na água novamente. Nenhum peixe a noite inteira. Na manhã de domingo, meu irmão chegou, fomos tomar café e nessa hora ele viu uma vara envergar e saiu em disparada, (risos) e pegou nosso peixe! Outra carpa comum. Enquanto estávamos ali naquela euforia eu peguei outra e logo meu tio pegou outra. O cardume estava ali e mais uma vez no amanhecer (contrariando a teoria do meu tio que deveriam ser pegas somente a noite). Que festa, quanta alegria, todo mundo sorrindo, muita emoção, todos peixes muito grandes! ainda teve mais alguns enroscos e outra linha que arrebentou na fisgada. Um amanhecer de tirar o fôlego, adrenalina a mil para brigar com as bichinhas. E esse foi mais um acampamento e pescaria no "campo" que foi sucesso!

Detalhe: Eu defendo, pratico e brigo pela pesca esportiva, pelo pesque e solte! Quero deixar aqui bem claro a soltura dos peixes, a preservação e o cuidado com eles.

Na represa existe fiscalização e é proibido o uso de rede, tarrafa, espinhel e agora também de embarcações. Não é obrigatório a soltura dos peixes, com exceção à carpa capim, que é proibido a pesca. Ela está lá para manter o equilíbrio das lagoas que foram tomadas por ervas. Há aproximadamente 5 anos foram soltas essa espécie, que não é nativa da represa mas vem ajudando muito, estão comendo essas ervas e a represa já está muito melhor. O Ibama, a policia Militar, a prefeitura municipal de Petrolândia e a Klabin se empenharam nessa função e temos o dever de ajudar na recuperação das águas.

Foi um prazer relatar aqui minha história, uma grande beijo e até a próxima.

Luana Karine

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