Rio Uatumã – Os gigantes Tucunarés estão com o Fishingtur


Local: Rio Uatumã - Amazonas - Brasil

Olá Amigos!

Em setembro de 2010, Fishingtur fechou um grupo de 10 pescadores e os acompanhou em uma fantástica pescaria no Rio Uatumã, no estado do Amazonas. Ao chegar em Manaus, seguimos em carro até a cidade de Itapiranga, cerca de três horas de viagem, onde fomos recepcionados pelo barco hotel que pertence a Pousada Uatumã.

O trajeto de aproximadamente 5 horas com o barco hotel é acompanhado de uma boa música, muito bate papo e cerveja gelada, além de um saboroso almoço.

Chegamos ao flutuante no finalzinho do dia, nos alojamos, arrumamos a tralha e esperamos ansiosamente o dia amanhecer para ir em busca dos gigantes Tucunarés do Uatumã. Esta turma foi o primeiro grupo de pesca a usufruir das Pousada de Selva Uatumã que foi inaugurada recentemente.

A Pousada está com novos barcos para a pesca esportiva, todos plataformas, com motores de 15HPs e motores elétricos de 44lbs, garantindo ao pescador muito conforto e estabilidade durante a pescaria.

Durante esta semana, enquanto o grupo estava pescando, eu também peguei um barquinho, chamei o amigo Lalá que já tinha pilotado pra mim na reportagem anterior e fomos em busca de alguns peixinhos também. Optamos em fazer uma pescaria dentro do Igarapé perto da pousada e para a minha surpresa, muitos grandes peixes foram fisgados. O rio estava bem vazio, muitas praias e estruturas nas margens, habitat perfeito dos tucunarés. Em alguns locais do lago, a água não passava de 30 cm de profundidade e em outras estava em cerca de 3 metros.

Eu levei dois equipamentos:

Varas:

-Vara Althezza II - 5’0? - 8-20 lbs (1,55mts) - Albatroz Fishing -Vara Apache III - 5’3? - 5-14 lbs (1,60mts) - Fleming

Carretilhas:

-Carretilha Brisa GTO 3000 - Marine Sports -Carretilha Scorpion 1001 - Shimano

Linhas Multifilamento:

-Multi 50 libras – Cajun Line - Shakespeare -Multi 50 libras – Deep One - SunLine

PESCARIA:

Assim que entramos no Igarapé, coloquei uma isca de superfície DR. SPOCK da KV, branca com a cabeça vermelha e comecei os arremessos, fazendo o trabalho de Zara bem rápido. Em uma certa galhada um forte rebojo atrás da isca, arremessei novamente mas desta vez um trabalho mais lento e mais compassado e outro rebojo embaixo da isca. Rapidamente peguei o ouro equipamento que estava com uma isca de meia água 12F-148 da GEO LOGIC, branca cintilante, e arremessei exatamente no mesmo ponto e foi fatal. O pequeno Tucunaré Paca não resistiu e abocanhou a minha isca. Alegria geral pelo Tucunaré que veio dar boas vindas ao Fishingtur.

Na sequencia, em uma enorme galhada, escolhi um ponto bem dentro dos galhos e arremessei a mesma DR. Spock branca com cabeça vermelha. No primeiro trabalho com a isca uma enorme explosão esticou a linha e começou a puxar a fricção, tetei ainda segurar o carretel no dedo, mas a violência era tamanha que acabou indo tudo para os enroscos. A ação foi tão rápida que praticamente fiquei sem ação. Mesmo no enrosco eu ainda estava sentido o peixe, então nosso guia não exitou e mergulhou acompanhando a linha com as mão até chegar onde o peixe estava. Ele retornou a superfície alguns segundos depois desesperado quereno o alicate de contenção e mergulhou de novo. Ele estava lá embaixo quando a fricção começou a soltar linha de novo e a mesma acabou estourada.

Totalmente decepcionado, o Lalá voltou a superfície dizendo que era um grande Tucunaré Açú, provavelmente acima dos 8kg. Fiquei triste por perder o peixe e por perder a minha isca, mas animado com o relato de nosso guia frente a frente com o gigante lá embaixo da água. Disse que o peixe estava paradinho com a isca na boca olhando fixamente para ele com cara de mal. E ao chegar perto o peixe correu e estourou tudo. Enfim, coloquei outra isca DR. SPOCK, desta ver branca com um faixa laranja e amarela e continuei a pescaria. Já refeito da decepção, e já com a outra isca em punho, esperei o barco chegar em um grande pedral, no terceiro arremesso, no trabalho de Zara bem lento novamente, um rebojo, em seguida um ataque e eu trabalhando a isca, o peixe atacou novamente e o coração disparado até que depois de 3 ataques o bocada foi certeira e a varinha envergou. Um briga forte, no fundo com apenas algumas rebojadas e só perto do barco em uma rápida tomada de linha uma gigantesca mancha verde salta quase um metro fora da água. Confesso que fiquei paralisado com a fantástica cena que presenciei ali bem na minha frente.

Neste momento, a mistura de sensações e emoções é algo indescritível, só mesmo que já fez uma pescaria de Tucunarés é que pode entender o que eu estou relatando. É algo realmente extraordinário. Segue as fotos do gigante Tucunaré Açu que me rendeu minutos de muita felicidade e o momento de maior adrenalidade que um pescador pode viver O colorido e a pintura das manchas desse animal é algo realmente feito a mão por Deus. Um presente para todos nós e a aqueles que ainda tem coragem de matar um peixe desses.

Pescar e Soltar, Sempre !

E a festa continuou com a isca de superfície. Continuando os trabalhos com a DR. SPOCK, mais um grande rebojo. Em outro arremesso no mesmo ponto, uma rápida corrida atrás da isca. Na sequencia, trabalhei a isca até chegar a 1,5 metros do barco, quando parei a isca para poder levanta-la, uma explosão me pegou distraído, jogando água para todo lado. Eu estava distraído e a pancada foi tão forte que quase arrancou a varinha da minha mão e mais um belo peixe estava na ponta da linha.

E na sequencia foram mais dois Tucunarés Paca com a mesma isca e praticamente no mesmo ponto de pesca.

Realmente a piscosidade do Rio Uatumã é algo a chamar e muito a atenção, tudo isso devido a preservação feita no local nos últimos 10 anos.

Mais um gigante deu um show, perseguindo minha isca da galhada até o meio ao atacar a isca. Ele rebojou assim que a isca caiu na galhada e depois uma grande onde veio seguindo a isca até o ataque final. Tudo acontece muito rápido e as vezes você até esquece de continuar trabalhando a isca ao ver o peixe nadando em sua direção. E foi isso que aconteceu, ao ver o peixe vindo em direção a isca, fiquei maravilhado com a cena e simplesmente parei de trabalhar a isca para ficar vendo o peixe, mas o bicho tava nervoso e na paradinha da isca ele atacou. Um bonito exemplar. Reparem na boca dele a isca matadeira.

E ainda antes do almoço mais um exemplar com a mesma isca da KV, nesta foto dá para ver bem o colorido da isca.

Um ponto positivo desta pousada no Uatumã é que os pontos de pesca são bem próximos, só para vocês terem uma ideia, os peixes que mostrei acima foram fisgados e menos de 3 minutos da pousada, muito perto mesmo. Tanto o almoço, quanto o jantar é servido na área externa(varanda) do flutuante, o que garante uma ótima refeição e o melhor, aproveitando as belezas da natureza.

Durante a tarde, o Lalá, nosso piloteiro estava tranquilo, até que eu resolvi passar um dos equipamentos a ele. Coloquei um Isca Hélice da Caribe Lures e falei pra ele pescar comigo. O detalhe é que ele nunca tinha pescado com carretilhas e muito menos trabalhado uma isca artificial antes. A forma de pesca dos locais é bem artesanal, longe da sofisticação de nossas artificiais. Enfim, rapidamente ele pegou o jeito e em menos de 10 minutos estava arremessando super bem e fazendo um bom trabalho com a Hélice até que um estouro esticou a linha e vocês precisavam ver o desespero do garoto com o peixe fisgado sem saber o que fazer. O ajudei mostrando o trabalho da vara e carretilha e o seu primeiro exemplar usando carretilhas veio para a foto.