Silvestre Resort - Rio Verde - GO: a Morada dos Gigantes


Olá Amigos!

Eu (Marcio David) e nosso amigo Jean da Amental Fishing, fizemos uma viagem até a cidade de Rio Verde, onde passamos 2 dias no fantástico Silvestre Resort, o tão conhecido lago dos monstros, lago este habitado por Tambacus acima dos 40 kg, grandes Pincacharas, Pirararas e Pirarucus. O Silvestre Resort fez uma despesca, onde o Fishingtur participou. Agora há somente um lago esportivo e todos os peixes estão em um único lago, que é o lago maior. Bem próximo ao parque aquático e chalés.

Chegamos no Silvestre por volta das 3:30h da manhã, arrumamos nossas coisas no chalé e cochilamos até as 6h. Antes mesmo do despertador tocar, já estávamos acordados. Separamos nossas tralhas e seguimos para o lago. Porém, antes paramos para um breve café da manhã. Decidimos começar fazendo a pescaria que mais gosto de fazer e que no Silvestre é sempre sinônimo de grandes peixes, que é a pescaria de superfície com o pão flutuando.

Montamos uma vara cada um, varas de 25 a 40 libras com carretilha de perfil baixo com linha 0,37 mm mono, uma boinha, girador, líder de linha mono 0,55 mm e um anzol 5/0 a 6/0. A isca, 1/2 pão francês ou um pão inteiro dobrado. Desta forma conseguimos arremessar de 20 a 40 metros apenas o pão. Passamos por cima da ponte, jogamos um pouco de ração e esperamos o vento levar um pouco a ração. Já na margem, conseguimos ver dezenas de grandes Tambacus comendo na superfície. Foi hora de caprichar nos arremessos e quase que de imediato, ver o pão ser sugado e a linha esticar antes mesmo de pensar em fazer algo. O Jean foi o primeiro, o pão sumiu e a fisgada foi instantânea, e a tomada de linha, daquelas que se vê o final do carretel. Uma briga digna de Silvestre Resort até o grande Tambacu chegar até o passaguá. Era o primeiro de muitos outros....

Depois foi minha vez. Arremessei um pão inteiro, um pouco fora da ceva e esperei, ou melhor, pensei em esperar, até que vi uma grande mancha se aproximar e o pão literalmente sumir na boca dele. Recolhi o excesso de linha e fisguei. O peixe ficou parado, parecia uma pedra, fisguei de novo e aí sim, vimos apenas o rabo do peixe fora da água e em seguida, ficamos apenas olhando a carretilha quase pegar fogo de tão rápido que a linha era puxada. Enfim, controlado, mas a briga continuou por um bom tempo. Um vai e vem incansável até conseguir fazê-lo entrar no passaguá, e ainda tive a sorte de ter um funcionário por perto e foi ele quem me ajudou a levantar o peixe. Não vou falar sobre peso, para não criar polêmica com os encrenqueiros, mas, quem conhece um pouco sabe muito bem o "tamanho" desse peixe.

Na sequencia, os peixes deram uma sumida, cevamos um pouco mais, mas poucos peixes apareceram para comer. O Jean acertou o arremesso e rapidamente outro tambacu estava fisgado e tomando linha da carretilha. O lago do Silvestre é muito grande e requer um equipamento equilibrado e muito bem regulado. Se bobear um pouco, o peixe vai tomar toda a linha da carretilha. Mais um belo exemplar como Jean no Pão flutuando.

Aproveitamos a paradeira e demos a volta no lago, chegamos a uma margem bem tranquila, eu cevei um pouco, e esperei os tambas, mas a quantidade de pincacharas era absurda na superfície, algumas muito grandes. Enquanto isso, o Jean foi cevando aos poucos um canto do lago, onde tinha uma pequena vegetação, bem encostada no barranco e ali apareceram duas pirararas, elas chegavam bem perto da superfície para pegar os pequenos pedaços de salsicha. O Jean rapidamente pegou o conjunto da Penn-Raíba Carretilhas, iscou uma salsicha e em outro conjunto, uma cabeça de pacu. Foi o tempo de colocar na água e ver a linha esticar e lógico, a carretilha gritar. Uma briga digna de uma bela pirarara até que a mesma chegou no barranco e o Jean literalmente a abraçou.

Após o almoço, estávamos bem no meio do lago, quando vi muitas, mas muitas e grandes manchas descansando no sol. Corri, isquei um pão francês inteiro e arremessei bem no meio delas. Algumas se assustaram, mas outras não. Uma delas, foi se aproximando bem lentamente, parou embaixo do pão e em câmera lenta sugou o pão inteiro. Minha perna tremeu, recolhi o excesso de linha, e andando para trás fisguei. A vara travou e o peixe explodiu na superfície, nadando pela lateral do lago tomando quase toda a minha linha. Andei pela margem e consegui recolher o suficiente para continuar a briga tranquilamente até que o gigante, digo, "Gigante Tambacu" deu trabalho para entrar no passaguá. Um enorme exemplar.