Pesqueiro Paraíso Verde - Campo Limpo de Goiás - Goiás


Data: 05 de novembro de 2011

Olá Amigos

Em viagem a Goiânia, nossa equipe foi convidada pelo Carlos, responsável pelo pesqueiro a fazer uma ótima reportagem para nosso site. Chegamos a Goiânia por volta das 22h e fomos muito bem recebidos pelo Carlos e sua esposa. Seguimos viagem até a cidade de Campo Limpo, onde no acomodamos e as 7h da manhã seguinte já estávamos na beira do lago montando nossos equipamentos. Apesar de ter várias reportagens deste ótimo pesqueiro no site, eu não o conhecia pessoalmente e fiquei encantado com o lugar.

Montamos apenas dois equipamentos cada um. Eu pesquei a maior parte do tempo com uma vara de 25 libras com carretilha e linha mono 0,37mm, Boiá cevadeira Barão com chicote de 2 mts de linha o,45mm, boinha e como isca os tradicionais eva's com miçanga no anzol de robalo 3/0. Em outro equipamento, este com uma vara de 30 libras, carretilha com linha 0,37mm, Bóia Torpedo Barão com poita, chicote de 1,5mts de linha mono 0,40mm e um anzol 4/0. Este conjunto seria para pescar com o pão flutuando. O lago estava calmo e na primeira copada, por incrível que pareça, bastou um arremesso para ver muitos redondos saltando e pulando em cima da ração. Neste momento o sorriso já tomava conta de nossos rostos. Fizemos mais três arremessos e parecia que tínhamos jogado um saco de ração no meio do lago de tanto peixe que estava subindo. Brincando e logo no começo da pescaria já tínhamos fisgado três peixes com os eva's.

Entre um arremesso e outro, vimos dezenas de peixes de couro comendo as rações que iam caindo pelo caminho. Era comum ver cachapiras e pincacharas bem ali em nossa frente comendo ração por ração, mas continuamos atrás dos tambas. A cor das miçangas e eva's não influenciou muito, pegamos em diversas cores, do marrom ao caramelo, do vermelho ao branco entre outras cores. O Júnior fisgou um grande verdão, este deu para ver atacando a isca com o dorso todo fora da água.

Era impressionante, mas a quantidade de pincacharas era cada vez maior em nossa frente. Não aguentei, peguei outra varinha, esta de 20 libras, coloquei apenas um anzol de black bass direto na linha 0,37mm da carretilha, isquei 1/3 de salsicha e comecei os arremessos. Os grandes bigodes chegavam bem perto da salsicha, mas desviavam o caminho em busca das rações. Depois de alguns bons arremessos, deixei a salsicha um pouco longe de onde estava a ração e foi fatal, uma grande mancha na água e quando percebi a varinha já estava envergada. Uma briga com grandes corridas e tomadas de linhas fantásticas. Até que a grande Pincachara encostou no barranco.

Uma coisa que chamou e muito nossa atenção foi a força e a resistência destes peixes aqui do Paraíso Verde. Quando você pensa que o peixe cansou, ele começa a briga tudo de novo. Senti bem isso brigando com um bonito tambaqui fisgado na miçanga caramelo com eva's café com leite. Uma briga de mais de 15 minutos. Apenas vendo o peixe ir de um lado para outro, chegar na margem e ir para o meio. É muita força.

O interessante dos pesqueiros de Goiás é que nos finais de semana sempre fazem torneios no decorrer do dia, dando prêmios ao peixe mais pesado, ou para quem pegasse a primeira pirarara, o primeiro pirarucu, entre outros. Isso deixa a pescaria muito mais animada durante todo o dia.