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Pesqueiro Maeda – Uma boa pescaria do nosso leitor José Carlos

Olá amigos, esta reportagem foi enviada ao Fishingtur pelo nosso pequeno leitor José Carlos em uma de suas pescarias no Maeda. Vocês vão ver o uso do alicate em muitos peixes, mas já conversei com o José Carlos sobre o uso do alicate e o mesmo prometeu não usar mais. Um dos trabalhos do Fishingtur é concientizar os pequenos pescadores sobre a preservação da natureza, a pesca esportiva e o cuidado com nossos peixes. Tenho certeza que o passaguá tomará o lugar do alicate na tralha de nosso pequeno pescador.


Segue a matéria do leitor : José Carlos Andrade Wagner

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Olá pescadores!

Meu nome é José Carlos e vou escrever como foi a minha pescaria no Maeda. Ficamos hospedados na pousada do Pesqueiro Maeda, em Itu-SP, e pescamos tanto no Tancão como nos tanquinhos de cima. No primeiro e no segundo dia, ficamos nos tanquinhos e no terceiro e no quarto, no Tancão. Começamos com a pesca com iscas artificiais nos tanquinhos de cima, onde foi uma pesca boa e bem farta, mesmo com a dúvida se pegaríamos peixes ou não.

Eu ainda não acreditava muito nas artificiais nesse pesqueiro, mas depois que meu pai pegou a isca Lola da Borboleta e sentiu uma grande fisgada, seguido de uma forte briga, eu comecei a ver que esse “negócio” ia dar certo. Após um bom tempo, um pintado de 2,5 kg apareceu.

Quando meu irmão estava tirando a foto com o pintado, a varinha de mão dele, envergou de uma forma bruta e a boinha foi levada rapidamente. Fisguei e durante um tempo briguei com a tilápia, que era bem diferente das comuns. Atacou a minhoca sem dó. Os cat-fishes também apareceram, mas não temos fotos.

Eu peguei minha isca artificial Sumax e fui para o tanque 7 e arremessei bem perto do aerador. No segundo arremesso, senti uma forte porrada e uma briga forte começou. Depois de um 5 minutos, um pintadinho de 2 kg apareceu e veio fisgado pelo rabo, já que esses peixes tem a “mania” de dar uma rabada na sua presa antes de devorá-la. De vez em quando alguns são fisgados pelo corpo, porém com um recolhimento mais lento isso é evitado.

Quando já era noite, dei uns pinchos com a isca Poderosa 60 do Nelson Nakamura, e obtive bons resultados no recolhimento rápido com matrinxãs e dourados, mas nenhum foi tirado da água. Então armei uma vara com salsicha de fundo e pouco depois uma bela cachara envergou a vara até o talo e veio bem fisgada.

No segundo dia, a pesca não foi tão boa, apenas alguns peixes de couro.

Eu armei duas varas, uma com minhocoçu de fundo e uma com massa de amendoim na bóia cevadeira das BOIAS BARÃO e então o alarme do molinete disparou e eu olhei para minha vara de e a vi totalmente envergada e soltando linha com uma velocidade acima de qualquer peixe que já havia sido pego por nós. Fisguei com firmeza, mas então, enquanto confirmava a fisgada, a outra vara de molinete envergou e fiz um dublê com minhas varas, porém, como só daria para ficar com uma, resolvi ficar com a minha vara de ação pesada, que parecia estar com o maior, e acertei, pois em menos de 1 minuto meu irmão havia tirado um pequeno cat-fish da água, e a minha continuava na água com um peixe forte e valente que não conseguia parar de correr. Eu achei que podia ser uma carpa grande ou um tambacu, mas não era, era um valente pintado de 6 kg que demorou por volta de 20 minutos para sair da água, o que foi inacreditável, pois não podia imaginar que um peixe que tem apenas esse peso, poderia brigar tanto.

Depois, algum peixe estourou a linha da varinha de mão e enquanto brincávamos com as tilápias, a bóia voltou e calmamente amarrei a linha que sobrou no molinete e fiquei brigando com um peixe forte e pesado. Logo após o pintadinho de 1,5kg e revelou-se, com a salsicha ainda na boca.

Ainda na salsicha, a varinha de mão deu uma envergada bruta e meu pai fisgou, e ficou brigando por um bom tempo, até que a varinha e não era muito resistente rachou no meio. Meu pai não queria perder o peixe, então fez a briga com o “toco” que sobrou até que o bagre africano revelou-se.

No terceiro e no quarto dia, estivemos no tancão e estávamos em busca das pirararas, mas nenhuma deu as caras. No começo as tilápias estavam impossíveis, Atacavam as artificiais sem dó além de atrapalharem a pesca de pirararas, porque atacavam até os lambaris! Uma tilápia ficou brigando comigo por muito tempo na varinha de mão de 4 metros e eu fiquei com o braço doendo! Aqui vai a foto de uma delas.

Quando estava voltando, a vara que tinha armado com cabeça de lambari (lá tem demais, aponto de atrapalhar a pesca)de fundo envergou de forma bruta e ficou pendurada pelo salva-vara. Então meu pai fisgou bem e eu vim correndo e peguei a vara. Depois de um bom tempo de briga, um bitelão apareceu e o cat-fish ficou bufando, parecendo um louco. Depois soltamos e fomos brigar com outros peixes.

Meu pai resolveu testar um sistema de lambari na boia próximo aos aeradores, então a boia baixou levemente e uma matrinxã, que por incrível veio abobada e nem correu, e mesmo sendo o peixe que meu pai tanto queria, ele não se satisfez .

Eu resolvi testar o sistema e isquei um grande lambari vivo, então em pouco tempo, a linha começou a correr e eu fisguei bem forte, então num pulo majestoso, uma matrinxã revelou-se, depois de uma briga forte e com quatro saltos acrobáticos, um grande exemplar, ou seja a maior matrinxã que já peguei.

A noite, tentamos pegar as pirararas, tanto com lambari e minhococçu, como na salsicha, mas quem queria aparecer eram os cat-fishes. Esse era bom e brigou bastante, mas não era isso que eu queria… Um grande peixe descarregou o carretel de um molinete meu e depois estourou a linha dele, e como pegou no lambari, apostamos que era ela. O proprietário nos disse que foram soltas várias pirararas acima de 10kg no tancão.

Agradeço a toda a equipe Fishing Tur pela oportunidade


Abraços

Zeca, Leitor do site

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Zeca, parabéns pela matéria e lembre-se do que eu te falei sobre o uso do alicate. Esqueça o alicate em casa e leve um passaguá. Os peixes agradecem.


Abraços

Marcio David


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